ASPECTOS DA GESTÃO DE DESIGN ABORDADOS EM ARTIGOS: UMA ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA

Giana Carli Lorenzini, Cláudia de Souza Libânio, Fernando Gonçalves Amaral
2014 Anais do 11º Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design   unpublished
Resumo: A evolução de estudos sobre Gestão de Design é apontada por pesquisadores da área como crescente, com oportunidades vislumbradas em múltiplos exemplos e modelos identificados na literatura no que tange a propor limites coesos para esta disciplina. A fim de suprir tal demanda, este trabalho objetiva realizar uma revisão de literatura por análise bibliométrica acerca do tema Gestão de Design, mapeando o estado da arte do tema em questão. A pesquisa foi realizada na World Wide Web, com
more » ... a pela palavra--chave Design Management através do banco de dados Web of Science. Os dados bibliométricos foram extraídos com suporte de softwares específicos e tabulados para comparação. Os resultados encontrados evidenciam o estado da arte e a evolução da pesquisa sobre o tema em questão. Palavras--chave: análise bibliométrica; estado da arte; gestão de design; revisão de literatura. Abstract: The evolution of studies about Design Management is cited as a growing field of research with opportunities envisioned in multiple examples and models from the literature regarding the proposed limits for this cohesive discipline. To achieve this demand, this paper aims to carry out a literature review by bibliometric analysis about the theme Design Management, mapping the state of the art. The study was conducted on the World Wide Web, with search by the keyword Design Management through the database Web of Science. The bibliometric data were extracted with support of specific software and tabulated for comparison. The results show the state of art and the evolution of research on the topic in question. Keywords: bibliometric analysis; state of the art; design management; literature review. 1. INTRODUÇÃO As primeiras discussões sobre o tema Gestão de Design (GD) ou Design Management (DM) iniciaram--se na Grã--Bretanha. Farr (1966) observou uma nova função entre os meios de gestão: o gestor de design. Este novo profissional teria a missão de proporcionar uma comunicação mais efetiva entre os designers externos e as organizações. Em 1975, Bill Hannon e o Massachusetts College of Art fundaram o DMI (Design Management Institute), em Boston nos Estados Unidos (BORJA DE MOZOTA, 2003), sendo este Instituto uma importante referência na área até os dias de hoje. Ao longo das últimas décadas, a GD vem sendo discutida mundialmente como um fator--chave para o sucesso corporativo. Estudos internacionais de autores como Gorb (1990), Bruce et al. (1999), Borja de Mozota (2003), Best (2006), entre outros, se tornaram referências no assunto. Além destes, merecem destaque os trabalhos elaborados por institutos de pesquisa como: o Design Management Institute -DMI nos Estados Unidos; International Council of Societies of Industrial Design -ICSID no Canadá, Centro Português de Design -CPD em Portugal, o Centro de Design da Dinamarca -CDD; e o Instituto Europeu de Design -IED na Itália. Somado às pesquisas internacionais, verifica--se também um maior interesse de empresas em entender e estruturar o gerenciamento dos processos de design, a exemplo dos estudos realizados por Borja de Mozota e Kim (2009); Neumeier (2008); Lojacono e Zaccai (2004); Beverland e Farrelly (2007) . De modo geral, GD pode ser entendida como a implantação do design em um programa formal de atividades na organização, reconhecendo sua relevância para os objetivos de longo prazo da companhia, coordenando os seus recursos em todos os níveis da atividade corporativa, almejando alcançar os objetivos da empresa (BORJA DE MOZOTA, 2003) . Os autores citados entendem a Gestão de Design com uma ação mais ampla e global na companhia, posicionando o design num patamar maior de responsabilidades na corporação. Corroborando o conceito de GD atuando em nível mais amplo e global na companhia, Spoladore e Demarchi (2004) destacam a necessidade de condicionar recursos e métodos, e assim organizar o ambiente de maneira a propiciar o surgimento de novos produtos. Avendaño (2005) destaca a interação entre os setores da empresa possibilitando uma participação mais ativa do design nas decisões sobre produtos. Nesse sentido, GD pode ser uma ferramenta estratégica capaz de estabelecer a inserção adequada do design na empresa através do gerenciamento de recursos humanos e materiais da organização, integrando áreas especializadas à alta administração, desde a concepção de um projeto até seu lançamento no mercado (RODRIGUES, 2005) . Visualizando a Gestão de Design como uma ponte entre o design e o negócio, McBride (2007) defendeu a liderança focada no design, que vai além da estratégia, transformando experiências, companhias e oportunidades. Cria--se, assim, espaço para a liderança através do design e a permanência de uma cultura de design de forma holística nas organizações (BEVERLAND; FARRELLY, 2007; GLOPPEN, 2009; NAM; JUNG, 2008; HARGADON, 2005) . O DMI (2010) entende que existem duas maneiras de compreender a GD. Em nível geral, entende a GD como a face de negócio do design, pois engloba os processos
doi:10.5151/designpro-ped-00746 fatcat:g6irzjc7brhi3f26xmgb4p7xti