A Rede Vida entre a Tv Institucional e o Empreendimento Familiar

G. Placeres
2015 Anuário Unesco/Metodista de Comunicação Regional  
No mundo contemporâneo, as organizações religiosas prosseguem ocupando espaço, porém diversificam suas atividades, de modo que a propagação de sua mensagem, definitivamente, não se dá mais apenas no limite da estrutura física de seus templos, por meio de missas e cultos. Cada vez mais, são recorrentes as ações voltadas às mídias eletrônicas. As denominações religiosas buscam manter seus adeptos e conquistar outros por meio da modernização de seus meios de comunicação social. Empreendimentos
more » ... Empreendimentos como emissoras de televisão, rádio e provedores de internet de caráter religioso vêm se desenvolvendo em moldes empresariais. No caso da Igreja Católica, diante da forte concorrência pentecostal, tal investimento é feito bem mais para resistir, tanto quanto possível, à evasão de fiéis. Há um conjunto de relações sociais e econômicas envolvidas nesse processo. Elas compreendem desde membros do clero até leigos, voluntários, funcionários e empresários detentores de negócios midiáticos que atuam representados por meio de investidores financeiros e de acordos comerciais. Decorrente de uma pesquisa apoiada pela Fapesp, este artigo aborda a maior emissora televisiva católica nacional -a Rede Vida -, analisando sua atuação como um empreendimento econômico-religioso--midiático. É dado enfoque ao caráter ambíguo dessa emissora, levando em conta sua vinculação institucional com a cúpula católica no País e sua realidade como empresa de propriedade e gestão familiar. Palavras-chave: comunicação social; empreendedorismo econômico; mídia televisiva, sociologia da religião; Rede Vida.
doi:10.15603/2176-0934/aum.v19n19p183-194 fatcat:krlsvomcwbf4thk4ndvhzhoznm