AS COLÔNIAS ALEMÃS NO SUL DO RIO GRANDE DO SUL*

C Ullrich
unpublished
Nota do editor o presente texto foi escrito no final do século passado para a Associação Central de Geografia e Incremento dos Interesses Alemães no Exterior, que tinha por objetivo a divulgação de informações e consellios aos imigrantes alemães sobre as colônias do Sul do Brasil. Neste artigo, que faz parte do livro Conselhos aos Emi-grantes para o Sul do Brasil (p.p. 89-112), organizado por R. Jannasch e pubUcado em Berlim no ano de 1898, o autor descreve a região da serra de Tapes (RS),
more » ... de Tapes (RS), enfo-cando principalmente a colônia pelotense Santo Antônio, e também informa sobre as condições de vida dos agricultores, sobre a produção e as possibilidades de trans-porte e comércio. Detêm-se, especialmente, sobre os lotes disponíveis à venda, suas localizações e preços e, ainda, sobre as terras não loteadas, o que revela, sem dúivi-da, o caráter publicitário do texto. Carl Otto Ullrich veio da Alemanha e fixou re-sidência na colônia Santo Antônio, onde exerceu as funções de professor primário, agrimensor e, às vezes, de pastor evangélico. Os motivos que nos levam a publicar este texto prendem-se não só ao fato de este se constituir em um interessante documento histórico sobre a implantação do campesinato numa região do Rio Grande do Sul dominada pelas grandes estân-cias e sobre o qual muito pouco se sabe, mas também por ser de difícil acesso e, era conseqüência, praticamente desconhecido por nossos pesquisadores. A publicação deste artigo nos foi sugerido por Marinês Z. Grando que tomou conhecimento do mesmo em sua pesquisa sobre a formação e desenvolvimento do campesinato na referida região, tema, aliás, que ela desenvolve no seu artigo que * Nota do tradutor: o relatório "As Colônias Alemãs no Sul do Rio Grande do Sul" de C. Otto Ullrich trata de um texto essencialmente descritivo e narrativo da situação de algumas colô-nias alemãs no interior de Pelotas (RS) no final do século passado. Sua linguagem é bastante despojada, fazendo uso de jargões e valores monetários daquela época, difíceis de serem transpostos para os dias de hoje. Igualmente faz uso de uma pontuação bastante própria e, por vezes, muito sintética e telegráfica, à qual procurei ser bastante fiel (no que se refere a dois pontos, ponto e vírgula, parênteses, enfim, à estruturação frasal) com o intuito de não perder muito de seu estilo. (Pedro Rudimar Schnorr).
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