Investigação psicológica de pacientes em Unidade de Terapia Intensiva [thesis]

Walter Lisboa Oliveira
A meus pais Luiz Hermínio de Aguiar Oliveira e Maria de Fátima Lisboa Oliveira, pelo inestimável apoio e carinho, imprescindíveis para o sucesso deste trabalho; A meus irmãos Luiz e Vitor, que apesar da distância, sempre se fizeram presentes ajudando-me tanto neste trabalho, quanto em outras situações da minha vida. À minha namorada Thaina Schwan, pelo carinho em todos os momentos dessa difícil jornada e pela compreensão do meu distanciamento físico na fase de conclusão do mestrado; A meu
more » ... strado; A meu orientador, Prof. Dr. Avelino Luiz Rodrigues, pelas preciosas orientações, incentivo à minha formação profissional e decisivo apoio tanto do ponto de vista acadêmico quanto da solidariedade humana revelada nesta árdua caminhada. À Profa. Dra. Elisa Maria Parahyba Campos pelo acolhimento carinhoso e estímulo ao desenvolvimento deste trabalho; À Clarice Guimarães, por todo cuidado e dedicação durante minhas atividades no Hospital Universitário, sobretudo na fase inicial do trabalho. À Profa. Dra. Lílian Sharovsky e Profa. Dra. Leila Tardivo por suas valiosas contribuições ao desenvolvimento dessa pesquisa. Ao Prof. Dr. Paulo André da Silva por sua disponibilidade e dedicação em discutir esta pesquisa, apresentando autores e opiniões, que me ajudaram a ver a ciência de uma forma mais crítica. A meus amigos que deram valiosa colaboração durante o desenvolvimento do meu trabalho, Rebeca de Cássia, Jorge Costa, Ronaldo Lopes Coelho. Aos meus amigos dos laboratórios CHRONOS-USP e SuCor que contribuíram de forma significativa para o êxito deste trabalho. A meus colegas e professores da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, em especial à Professora Nilza Maciel Oliveira, por acreditar neste sonho, ajudando-me na elaboração do projeto e às Professoras Patrícia Furuta e Adriana Haberkorn, por suas importantes opiniões e contribuições para o aprimoramento do mesmo. À Professora do curso de especialização em Psicoterapia Breve Operacionalizada, Ileuza Maria Santana, pelo apoio e incentivo à carreira acadêmica. A todos meus amigos aracajuanos, residentes em São Paulo pelas alegrias e conforto emocional que têm me proporcionado aqui nesta cidade: ter proporcionado o imprescindível equilíbrio para levar avante essa missão, sempre expressando boa vontade e carinho para comigo. A todos meus familiares pelo apoio e carinho manifestados ao longo dessa jornada, em especial aos meus avós Luiz Alves (in memorian) e Maria Hermínia (in memorian), sobretudo quando das suas visitas a São Paulo e constante apoio. À Universidade de São Paulo, em especial ao Instituto de Psicologia e ao Hospital Universitário, pelas condições oferecidas para realização deste trabalho. Aos funcionários da USP, em especial da Pós-Graduação, Secretaria de Psicologia Clínica e Biblioteca, pela paciência e disponibilidade em ajudar. Aos profissionais do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, da UTI, especial o Dr. Francisco Garcia Soriano, por terem valorizado essa pesquisa e prestado importante colaboração para a sua concretização. Aos meus professores do Curso de Psicologia da Universidade Federal de Sergipe, em especial meus orientadores ao longo da minha vida acadêmica, grandes incentivadores e responsáveis pelos primeiros passos deste caminho que venho percorrendo: Célia À CAPES pelo apoio financeiro fundamental para a realização deste curso de pósgraduação. A todos os pacientes e participantes da pesquisa, essenciais ao seu desenvolvimento, por compartilharem suas histórias e experiências de vida, revelando aspectos íntimos de sua existência, acreditando e dando significado ao nosso trabalho. A partir da experiência clínica com pacientes em UTI, foi realizada uma pesquisa que teve como objetivo compreender a experiência subjetiva destes, considerando o ser humano como ser biopsicossocial, levando em conta não só a enfermidade orgânica ou suas condições clínicas, mas também seus aspectos psicológicos, sua história, percepções, angústias, medos e fantasias. Os participantes selecionados tinham mais de 18 anos de idade, estavam aptos para se comunicar adequadamente -sem o impedimento de lesões ou equipamentos -e, segundo a equipe de enfermagem, possuíam condições clínicas que permitiam a participação no estudo. O método de pesquisa foi o clínico-qualitativo e, dessa forma, a coleta de dados foi realizada a partir de entrevistas semi-dirigidas, com tempo médio de trinta minutos, que aconteceram no leito de UTI, preservando a postura psicanalítica de escuta e acolhimento. Antes de sua realização, foi utilizada a escala mini-mental para verificar o nível de consciência. As entrevistas foram transcritas e a partir da leitura destas, emergiram algumas categorias, que foram analisadas. A análise das entrevistas revelou uma percepção ambivalente da UTI. Ao mesmo tempo em que é um local de elevada sofisticação tecnológica, o que lhes transmite segurança, é também um espaço de contato com suas próprias limitações. A análise revelou ainda ser este, um momento de dificuldade para muitos dos pacientes, por conta da existência de feridas narcísicas, vivência de castração, desamparo, distância da família, angústia de morte, entre outros. Tal momento, no entanto, dependendo de suas crenças ou histórias de vida, além de difícil, é também comumente visto por eles como um período de reflexão sobre sua existência e até mesmo de amadurecimento. Palavras-chave: Psicologia da Saúde, From clinical experience with ICU patients, a survey was conducted aiming to understand their subjective experience, considering the human being as a biopsychosocial being, taking into account not only the organic disease or clinical conditions, but also his psychological aspects, history, perceptions, anxieties, fears and fantasies. The selected participants were 18 or more years old and able to communicate properly -without injuries or equipment -and, according to the nursing staff, had medical conditions that allowed the participation in the research. The research method was the clinical-qualitative one, and thus the data collection was obtained by semi-directed interviews with an average of thirty minutes performed in the ICU bed, preserving the psychoanalytic approach of listening and reception. Before its completion, the minimental scale was used to assess the level of consciousness. The interviews were transcribed and from their reading, some categories emerged, that were analyzed. This analysis revealed an ambivalent perception of the ICU. While it is a place of high technological sophistication, which gives safety to them, it is also an area of contact with their own limitations. The analysis also revealed that this is a time of difficulty for many patients because of the existence of narcissistic wounds, experience of castration, helplessness, distance from family, fear of death, among others. This moment, however, depending on their beliefs or life stories, besides difficult, it is also commonly seen by them as a period of reflection on their lives and even on their personal growth.
doi:10.11606/d.47.2011.tde-26042012-134318 fatcat:leycccvawfbujgbrjc47uggzda