Ocorrência de carrapatos em animais silvestres recebidos e atendidos pelo Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, Sorocaba, São Paulo, Brasil

Thiago Fernandes Martins, Rodrigo Hidalgo Friciello Teixeira, Marcelo Bahia Labruna
2015 Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science  
<p>Os carrapatos são ectoparasitas da classe Arachnida que parasitam vertebrados terrestres, anfíbios, repteis, aves e mamíferos. O presente trabalho relata a ocorrência de carrapatos ixodídeos em animais silvestres recebidos e atendidos pelo Hospital Veterinário do Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, localizado no município de Sorocaba, estado de São Paulo, Brasil. De setembro de 1999 a maio de 2015, foram coletados carrapatos em animais silvestres da região de Sorocaba e de outros
more » ... orocaba e de outros 20 municípios do interior do estado de São Paulo. Ao todo, foram identificados 43 larvas, 637 ninfas e 1.178 adultos (631 machos e 547 fêmeas), totalizando 1.858 exemplares de 14 espécies distintas de ixodídeos. Durante exames clínicos de rotina, foram inspecionadas duas espécies de repteis, uma espécie de ave e 11 espécies distintas de mamíferos de um total de 103 animais silvestres amostrados. Nos repteis foram identificados Amblyomma rotundatum, nas aves Amblyomma sculptum e nos mamíferos Amblyomma aureolatum, Amblyomma brasiliense, Amblyomma calcaratum, Amblyomma dubitatum, Amblyomma longirostre, Amblyomma nodosum, Amblyomma ovale, A. sculptum, Amblyomma varium, Ixodes aragaoi, Haemaphysalis juxtakochi, Rhipicephalus microplus e Dermacentor nitens. Este estudo relata os primeiros registros de fêmeas de A. rotundatum parasitando Hydromedusa tectifera e Oxyrhopus guibei, assim como ninfas de A. dubitatum e H. juxtakochi em Chrysocyon brachyurus, ninfas de A. brasiliense em Myrmecophaga tridactyla e Tamandua tetradactyla, além de ninfas de A. sculptum em Alouatta guariba e Sphiggurus villosus no país, demonstrando que os zoológicos são uma fonte de informação valiosa para o conhecimento parasitológico da fauna silvestre brasileira.</p>
doi:10.11606/issn.1678-4456.v52i4p319-324 fatcat:amue5ueovjd5nhlmwlz624tuxu