Conhecimento perceptivo segundo Aristóteles [thesis]

Juliana Ortegosa Aggio
3 DEDICATÓRIA Aos meus pais, às minhas irmãs e a todos que se deleitam com a filosofia. 4 AGRADECIMENTOS Agradeço a todos os que me ajudaram construtivamente e que me incentivaram na busca, às vezes tão solitária e laboriosa, pelo conhecimento. A todos que se empenharam com conversas, discussões e com o simples fato de me ouvirem, tornando mais fácil e leve e, portanto, mais instigante toda produção de minha dissertação. Aos meus pais por todo desvelo e dedicação. Ao meu pai por todo apoio,
more » ... por todo apoio, incentivo e, sobretudo, por todo seu amor de pai. À minha mãe por todo carinho, compreensão e, sobretudo, por todo seu amor de mãe. Às minhas irmãs pela inestimável e sincera amizade. Ao professor Marco Zingano sou particularmente agradecida, em especial por sua enorme generosidade na maneira como me acolhia e ajudava a desenvolver minhas questões filosóficas, ordenar e explicitar os argumentos, enfim, pelas profícuas discussões, pelo apoio, dedicação e amizade. Aos professores Luis Henrique e Lucas Angioni por suas observações e discordâncias e, antes de mais nada, por toda dedicação e atenção. Aos amigos pelo incentivo, pelo zelo e pela generosidade desinteressada e calorosa que jamais me esquecerei. 5 RESUMO: A dissertação examina a relação entre conhecimento e sensação, sensação e pensamento, ser e perceber segundo Protágoras, Platão e Aristóteles, com o objetivo de mostrar o que é a percepção segundo o paradigma sofístico e o platônico e, por fim, qual é o lugar da tese aristotélica sobre a percepção diante desses dois paradigmas. Como resultado da investigação, temos que, para Aristóteles, diferentemente de Protágoras, a sensação não é responsável por todos os julgamentos, nem por discriminar todos objetos cognoscíveis; também para Aristóteles e diferentemente de Platão, o extremo oposto não é verdadeiro, a saber, que a sensação não discrimina seus próprios objetos. Conhecimento e sensação, portanto, não devem ser idênticos ou distintos de modo absoluto, nem o ser é absolutamente ser percebido, nem o ser percebido é absolutamente indeterminado, m as, para Aristóteles, o ser é, em parte, percebido e determinado pela faculdade perceptiva e, em parte, conhecido pelo intelecto. A dissertação, deste modo, pretende elucidar como o ser é conhecido pela percepção segundo Aristóteles, tratando assim de um ponto extremamente controverso, a saber: como a sensação discrimina seus próprios objetos sem a intervenção do pensamento, se tal discriminação resume-se apenas em processos fisiológicos ou é também uma atividade da alma e, se é também uma atividade da alma, em que sentido a alteração física ocorrida no corpo, conjuntamente com uma certa atividade da alma, constituem a percepção. PALAVRAS-CHAVE: Conhecimento, percepção, objeto sensível, alma e corpo. 6 ABSTRACT: The dissertation investigates the relation between knowledge and perception, perception and thought, to be and to perceive according to Protagoras, Plato and Aristotle with the objective to show what is perception according to the sofistic and to the platonic paradigm and, finally, what is the place of the aristotelian thesis of perception in relation to these two paradigms. As a result of the investigation, we conclude that, for Aristotle, and differently from Protagoras, the perception is not responsable for all judgments, neither is responsable to discriminate all cognitive objects. Furthermore, for Aristotle and differently from Plato, the extreme opposite is not true, i.e., that perception does not discriminate its own objects. Knowledge and perception, therefore, must not be absolutely identical or distinct, neither the being is absolutely being perceived, neither the being perceived is absolutely indeterminated. However, according to Aristotle the being is, somehow, perceived and determinated by the perceiving faculty, and, somehow, known by the intelect. In this way, the dissertation intends to clarify how perception knows the being according to Aristotle by treating a very controversial point: how perception discriminates its own objects without the thought's intervention, if this discrimination is strictly a physiological process or is also an activity of the soul, and if it is also an activity of the soul, in which way the body's physical alteration conjoined with a certain activity of the soul constitute perception. KEY WORDS: Knowledge, perception, sensible object, soul and body. 7 SUMÁRIO Resumo pg. 5 Abstract pg. 6 Introdução pg. 8 Capítulo I: Percepção e Conhecimento
doi:10.11606/d.8.2006.tde-10012008-114644 fatcat:5tln5g4apvbyzmr7zdu2swmsvy