Bioatividade de pós de espécies vegetais sobre a reprodução de Callosobruchus maculatus (Fabr. 1775) (Coleoptera: bruchidae)

Bruno Adelino de Melo, Adrián José Molina-Rugama, Delzuite Teles Leite, Maurício Sekiguchi de Godoy, Elton Lucio de Araujo
2014 Bioscience Journal  
Os inseticidas de origem botânica têm-se mostrado uma alternativa promissora na redução de insetos que atacam grãos armazenados. O objetivo neste trabalho foi avaliar o potencial inseticida de nove espécies vegetais na reprodução de Callosobruchus maculatus (Fabr., 1775) (Coleoptera: Bruchidae). Folhas e ramos das plantas cumaru (Amburana cearensis), marmeleiro (Croton sonderianus), mussambê (Cleome spinosa), jurema-preta (Mimosa tenuiflora), angico (Anadenanthera macrocarpa), pereiro
more » ... rma pyrifolium), mangirioba (Senna occidentalis), alfazema-brava (Hyptis suaveolens) e juazeiro (Ziziphus joazeiro) foram secos e moídos, separadamente, até obter um pó fino e, posteriormente, aplicados sobre amostras de grãos de feijão-caupi (45 g) contidas em copos plásticos (100 mL). Cada amostra foi infestada com um casal recém-emergido de C. maculatus e registrada a oviposição de cada fêmea. Grãos infestados, mas sem adição de pó foram utilizados como testemunha. O estudo foi realizado em delineamento inteiramente casualizado com cinco repetições, em arranjo fatorial 9 x 2 + 1, correspondente às espécies de plantas, tipos de pó e testemunha, respectivamente. Para cada tratamento foi avaliado o número total de ovos por fêmea, o número de adultos emergidos e a razão sexual de C. maculatus. A sobrevivência dos adultos não foi afetada pela presença de pó quando comparada à testemunha. A média total de ovos variou entre 68,7 e 85,3 e não foi diferente entre os tratamentos. Contudo, grãos tratados com pó de folhas de mussambê e pó de ramos de juazeiro e pereiro tiveram a menor emergência de adultos (entre 68,1 e 70,9%). De forma semelhante, a razão sexual de C. maculatus foi reduzida em grãos tratados com pó de folhas de mussambê e pó de ramos das espécies jurema-preta, angico e pereiro com, aproximadamente, 40% de fêmeas a menos.
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