#158 Potencial acidogénico de componentes dietéticos na erosão em dentição decídua

2019 Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentaria e Cirurgia Maxilofacial  
em idade pré -escolar e nas respetivas famílias numa população do bairro de Canabrava, em Salvador, Bahia, Brasil. Materiais e métodos: Estudo transversal, com 113 crianças dos 3 aos 5 anos, realizado numa unidade de saúde da família e numa creche na área de Canabrava, Salvador, Brasil. Os pais/ responsáveis responderam à versão brasileira do ECOHIS. O exame clínico foi realizado por estudantes e profissionais de Medicina Dentária. Utilizaram -se os testes de Kruskal Wallis e de Mann Whitney U
more » ... de Mann Whitney U com um nível de significância de p<0,05. Resultados: A cárie dentária apresentou impacto negativo sobre as crianças e as famílias, principalmente no domínio dos sintomas (p=0,017) e limitações (p<0,005 e p=0,007) e no domínio da angústia dos pais (p<0,005). A gravidade de cárie apresentou relação com a qualidade de vida em vários domínios, no domínio dos sintomas (p<0,005), no domínio das limitações, na dificuldade em beber bebidas quentes ou frias (p=0,025), em comer (p=0,003) e faltar à creche (p<0,005). No domínio psicológico, na dificuldade em dormir (p=0,001) e na irritação (p=0,047). No setor da família, na culpabilização dos pais (p<0,005) e no absentismo ao trabalho (p=0,049). O trauma não apresentou associação com a qualidade de vida das crianças, porém apresentou impacto nas famílias, no domínio da angústia dos pais (p=0,002). A má oclusão apresentou impacto na qualidade de vida das crianças, no domínio da autoimagem e interação social (p=0,005). Conclusões: A cárie dentária é dos problemas orais estudados o que causa maior perda da qualidade de vida das crianças e das suas famílias. Existe uma relação da perda de qualidade de vida com a gravidade de cárie. Objetivos: Descrever a acessibilidade aos cuidados de saúde oral de uma população jovem que frequenta a escola Básica de 2.º e 3.º ciclo de Maxial, Torres Vedras, Portugal. Materiais e métodos: Estudo transversal. Amostra constituída por 109 adolescentes, de ambos os sexos, de idade 10 a 18 anos, que frequenta a Escola Básica de 2.º e 3.º ciclo de Maxial no concelho de Torres Vedras, Portugal. A recolha de dados foi feita através de um inquérito realizado por escrito com questões para avaliar a acessibilidade aos cuidados de saúde oral. Esteve presente o consentimento informado e garantiu -se a total confidencialidade dos dados. Os dados recolhidos neste estudo foram submetidos a uma análise estatística descritiva pelos valores de prevalência através do software IBM SPSS Statistics ® v.24. Resultados: As três idades mais prevalentes da amostra foram: 14 anos (21,3 %), 12 anos (20,4 %) e 13 anos (17,6 %). A amostra é composta por 37,6% do sexo masculino e 62,4 % do sexo feminino. Na amostra analisada quando questionados se ´são ou não utilizadores do cheque dentista´, 58,7% responderam ´sim´, 27,5% desconhece e 13,8% responderam ´não". Quando questionados se "não é utilizador do cheque dentista, vai ao dentista particular", 55% responderam que "não sabe", 26,6% responderam que "sim" e 18,3% responderam que não recorreram ao médico dentista particular nem foram utilizadores do cheque -dentista. Quando questionados se "o seu centro de saúde tem algum profissional na área da saúde oral", 56,6% responderam que "desconhece", 31,2% responderam que "não" e 12,8% responderam que "sim". Quando questionados sobre o motivo pela qual visitaram ao médico dentista, 33,0% responderam "por rotina", 25,7% "por motivos relacionados com a higiene oral", 15,6% alegam ter ido "devido aos tratamentos dentários", 11,9% "desconhecem o motivo", 8,3% foram "devido a dor" e por último, 5,5% foram "fazer exames". Conclusões: Com este estudo foi possível observar que mais de metade dos jovens usufruíram do(s) cheque(s) dentista, mas desconhecem a existência de um profissional de saúde oral no centro de saúde e que motivo mais prevalente pela qual visitaram o medico dentista foi por rotina. Os resultados obtidos realçam a necessidade de se reforçar a acessibilidade aos cheque(s) -dentista como um meio de promoção e prevenção de doenças orais futuras e um incentivo para os cuidados de saúde oral. FMUC Objetivos: A erosão dentária, clinicamente traduzida pela perda progressiva e irreversível de esmalte por um processo químico de dissolução ácida sem ação microbiológica, apresenta etiologia multifatorial, motivada essencialmente por fatores predisponentes intrínsecos e extrínsecos, entre os quais os hábitos dietéticos. Está pouco descrita em dentes decíduos, extrapolando -se os padrões erosivos ocorridos na dentição permanente apesar das diferenças estruturais. Este trabalho preliminar visou caraterizar o potencial acidogénico de componentes dietéticos frequentemente consumidos por crianças e a possível influência na incidência de erosão em dentição decídua. Materiais e métodos: Testaram -se sete produtos distintos: leite adaptado NAN ® OPTIPRO 2 (Nestlé, S.A.), rebuçados Halls ® sabores cítricos sem açúcar, pastilhas Bubbaloo ® sabor cola e Trident ® Max Splash morango e lima (Mondelez Portugal), papas de fruta Saqueta de Frutas Tropicais Continente ® (Modelo Continente Hipermercados, S.A), Blédina ® Frutapura alperce, pêra e banana (Milupa Comercial, S.A) e Nutribén ® boião de maçã, banana, laranja e bolacha (Alter, S.A.), sujeitos a pré -tratamento; consoante o produto a ser testado, o pré -tratamento diferiu, cumprindo protocolos previamente descritos, procedendo -se posteriormente a caraterização química relativa ao pH (Consort P800 Basic Benchtop Meter), e acidez titulável. Resultados: Na avaliação química o pH dos produtos avaliados variou entre 2,38 -6,57. As pastilhas Bubbaloo ® sabor cola (Mondelez Portugal) apresentaram o valor de pH mais baixo e o leite adaptado NAN ® OPTIPRO 2 (Nestlé, S.A.) o mais elevado. Relativamente aos valores de acidez titulável, variaram entre 2,1 mL para Nutribén ® boião de maçã, banana, laranja e bolacha (Alter, S.A.) e 8,4 mL 63 rev port estomatol med dent cir maxilofac. 2019;60(S1):1-73
doi:10.24873/j.rpemd.2019.12.616 fatcat:3q3dti27nbc67afuk2xhxnnfeu