Efeito adverso do beta‐fosfato tricálcico com controle de potencial zeta no reparo de defeitos críticos em calvária de ratos

Daniel Falbo Martins de Souza, Luciana Correa, Daniel Isaac Sendyk, Rafael Augusto Burim, Maria da Graça Naclério‐Homem, Maria Cristina Zindel Deboni
2016 Revista Brasileira de Ortopedia  
r e v b r a s o r t o p . 2 0 1 6;5 1(3):346-352 SOCIEDADE BRASILEIRA DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA w w w . r b o . o r g . b r Artigo original Efeito adverso do beta-fosfato tricálcico com controle de potencial zeta no reparo de defeitos críticos em calvária de ratos ଝ informações sobre o artigo Histórico do artigo: Recebido em 22 de junho de 2015 Aceito em 7 de julho de 2015 On-line em 23 de dezembro de 2015 Palavras-chave: Regeneração óssea Ratos Wistar Materiais biocompatíveis Potencial zeta
more » ... veis Potencial zeta r e s u m o Objetivo: Avaliar se um novo cimento bifásico composto por sulfato de cálcio e beta fosfato tricálcico com controle de potencial zeta poderia induzir ou conduzir a neoformação óssea em defeitos críticos. Métodos: Foi feito um defeito crítico de 8 mm de diâmetro na calvária de 40 ratos Wistar machos. No grupo teste (n = 20) os defeitos foram preenchidos pelo cimento. No grupo controle (n = 20) os defeitos não foram preenchidos, permaneceu apenas o coágulo. Os animais sofreram eutanásia em 7, 14, 21 e 42 dias do pós-operatório. Espécimes da calvária foram microtomografados e posteriormente preparados para análise histológica. As análises incluíram a avaliação morfológica da histopatologia do reparo e a avaliação morfométrica da área de formação das trabéculas ósseas comparativamente entre os grupos e coloração histoquímica por meio da fosfatase tartrato-resistente (TRAP) para identificação de osteoclastos. Resultados: As imagens microtomográficas dos defeitos preenchidos pelo cimento não apresentaram diminuição da área de acordo com a progressão dos períodos pós-operatórios. No grupo teste houve permanência do material e resposta corpo estranho até os últimos períodos de observação. A histomorfologia mostrou agrupamentos mais expressivos de células gigantes no grupo teste e osso neoformado mais maduro no grupo controle e comprovou a presença de material exógeno. Na histomorfometria, a área total de neoformação óssea foi significativamente maior (p = 0,009) e crescente no grupo controle. As células gigantes apresentaram expressão histoquímica positiva para TRAP e não foram observados osteoclatos. Conclusão: O cimento cerâmico não induziu ou conduziu a neoformação óssea sob o ponto de vista microtomográfico e histológico.
doi:10.1016/j.rbo.2015.07.007 fatcat:vwkl7ky5gzbpzfuazphnz4qu3i