EMISSÕES DE GASES DE EFEITO ESTUFA GERADAS POR AERONAVES MILITARES T-25 E T-27, NA BASE AÉREA DE PIRASSUNUNGA - SP

Carlos Roberto Sanquetta, Rafael Willian Da Silva
2014 Holos Environment  
O setor de aviação contribui com 2% das emissões mundiais de CO2 por fontes antrópicas. No Brasil, 1,8% das emissões derivadas dos combustíveis são atribuídos ao setor. Não constam na literatura e demais meios de técnico-científicos publicações que reportem inventários de GEEs (Gases de Efeito Estufa) para a aviação militar no Brasil. Este trabalho quantifica as emissões de GEEs em dois tipos de aeronaves usadas para transporte e treinamento na Base Aérea de Pirassununga-SP: T-25 e T-27. Foram
more » ... valiadas as horas de voo e o consumo de combustíveis (gasolina e querosene de aviação) durante os anos de 2010 e 2011. A partir dos fatores de emissão, calcularam-se as emissões de CO2, CH4 e N2O para as duas aeronaves no biênio. A emissão total do T-25 entre 2010 e 2011 foi de 696,87 tCO2eq, resultando em uma média de 348,43 tCO2eq/ano, enquanto para o T-27, a emissão no biênio foi de 5.311,40 tCO2eq, ou seja, 2.655,70 tCO2eq/ano. A soma de ambos os tipos de aeronaves resulta em uma emissão de 6.008,27 tCO2eq, ou seja, 3.004,14 tCO2eq/ano. Dessa emissão, 88% correspondem ao T-27 e 12% ao T-25. Isso equivale à emissão de GEEs de 1.311 automóveis pequenos flex rodando 2 mil km/mês durante um ano. Concluiu-se que o T-27 é mais emissor de GEEs que o T-25 devido ao seu maior consumo de combustível e maior fator de emissão do querosene de aviação em comparação à gasolina de aviação (usada no T-25), bem como ao maior uso desse tipo de aeronave na Base Aérea.
doi:10.14295/holos.v14i2.8344 fatcat:mwqw5mxfc5ddhayvuu3lhqjxju