CONSIDERAÇÕES SOBRE AVALIÇÃO PRÉ E PÓS DAS CAPACITAÇÕES TÉCNICAS EM HANSENÍASE , UFRJ-Universidade Federal do Rio de Janeiro (2) , FAPEAM-Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas

Maria Leide, W Oliveira, Claudio Luiz, Dias, Valderiza Pedrosa, Nadia Pimentel, Emília Pereira, Leandro Fortes, Maria Da Graça, S Cunha, Fuam -Fundação, Alfredo Da Matta
2016 Hansenologia Internationalis   unpublished
Introdução: Sabe-se da baixa utilização de testes de conhecimento nas capacitações técnicas brasileiras em saúde, substituída pela avaliação geral do curso dado. Os diferentes modelos de avaliação de treinamento identificam vários momentos e a concepção teórica desta apresentação considera os níveis de avaliação-Reação, Aprendizagem e Impacto do treinamento no trabalho. Objetivos: Avaliar o 1º nível (reação) de um curso capacitação em hanseníase. Materiais e Métodos: Avaliação da proposta de
more » ... o da proposta de educação continuada a distância, abordando a fase de reação, utilizando os pré e pós-testes (PRT/POT) de 115 treinandos de nível superior, das várias profissões de saúde da atenção básica do estado do AM.O teste contemplou questões de múltipla escolha, abertas, verdadeiro e falso e correlação de sinais e sintomas com diagnóstico de hanseníase. Resultados: Os resultados aqui apresentados e discutidos tomam como exemplo duas questões abertas: uma de baixa (Qual a vacina associada à proteção do adoecimento) e outra de média/alta complexidade (Há algum grupo com maior risco de adoecer de hanseníase? justifique). Na 1ª o acerto do PRT foi de 82% , erro, 5% e 13% não responderam. No PRT, 100 % de acertos e apenas um não respondeu. A 2ª, teve o mais baixo índice de acertos em ambos os momentos e nas varáveis de análise acrescentou-se o item insuficiente, além do Certo e Errado. No PRT os acertos foram 16% e no POT de 34% ; os erros de 30 e 26% ; aqueles com respostas insuficientes foram 38 e 33% respectivamente e não responderam 16% no PRT contra 7% no POT. A pequena diferença entre as duas etapas quanto aos erros e respostas insuficientes, mereceu avaliação qualitativa desse item, mesmo ressaltando o maior percentual de acertos dos treinandos. Observou-se que a associação do risco de adoecer com a pobreza foi ampliado no POT, todavia, mantendo a citação HIV e outras imunodepressões, trabalhar com hanseníase e ser presidiário. Foi considerado certo quem respondeu-contatos íntimos com doentes sem tratamento-mas muito poucos acrescentaram pertencer à família ou doente multibacilar. Ressalta-se que os treinandos demonstram melhoria do conhecimento com o curso nas 10 questões apresentadas, mas os testes não foram utilizados para avaliar os conhecimentos prévios e fraquezas específicas dos alunos durante o curso. Da mesma forma, as necessidades de reforço na educação continuada, evidenciadas no pós-teste. Conclusões: Conclui-se que os resultados quantitativos globais e a pesquisa de satisfação dos cursos de capacitação não devem ser consideradas como únicos parâmetros de avaliação dos mesmos. Embora haja controvérsias entre os estudos quanto à correlação de Reação e Aprendizagem das capacitações, com os impactos observados nos serviços de saúde, sabe-se que as reações estão mais relacionadas com o desenvolvimento do curso e novas informações, mas a aprendizagem é que vai garantir a assimilação de conhecimentos e mudanças de concepções e atitudes prévias. Recomenda-se tanto em cursos presenciais como a distância, a utilização imediata dos testes PRT, para orientação dos conteúdos e exercícios de problematização do curso vigente bem como do POT para problematizar a avaliação do curso, não apenas com os treinandos como também com os professores/instrutores dos mesmos.
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