Crescimento de trinca subcrítico em cerâmicas odontológicas: efeito do material (microestrutura) e do método de ensaio [thesis]

Carla Castiglia Gonzaga
AGRADECIMENTOS Várias pessoas contribuíram para que este trabalho chegasse a bom termo. A todas elas, registro minha gratidão. Ao Prof. Dr. Walter Gomes Miranda Jr., por sua confiança e orientação, que contribuíram muito para a minha formação profissional. Ao Prof. Dr. Paulo Francisco Cesar, por acreditar na minha capacidade deste a iniciação científica, por sua confiança e orientação zelosa, além da grande amizade formada. Ao Prof. Dr. Humberto Naoyuki Yoshimura, pela colaboração, paciência e
more » ... ração, paciência e conhecimentos repassados durante todo o desenvolvimento deste trabalho. À Profa. Dra. Rosa Miranda Grande, pela acolhida no curso de pós-graduação e por esta oportunidade única de aprendizado e de crescimento. Aos Professores do Departamento de Materiais Dentários da FOUSP, por quem tenho a mais sincera admiração: Rosa Cristina Nogueira e Silvio Peixoto Soares, pela colaboração sempre que necessitei. Aos amigos André Molisani e Nilson Eiji Narita, que muito contribuíram para a realização da parte experimental deste trabalho. Ao técnico em cerâmica, Rodrigo Aparecido Honofre, pela ajuda na confecção dos espécimes utilizados neste trabalho. Ao aluno de iniciação científica da FOUSP, Carlos Felipe Sarmento Pereira, pela amizade e pela ajuda na confecção de parte dos espécimes. Ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), onde foi realizada a parte experimental deste trabalho. A Sra. Tomoe Oide Tsubaki, da Divisão de Química do IPT, por ter realizado à análise química dos materiais desta tese. A Sra. Joelice Leal de A. Manholetti, do LTC/IPT, por ter permitido a realização da análise de difração de Raios X em seu laboratório. A todos os amigos e alunos da Pós-Graduação, pela excelente convivência nesses tempos. Em especial, à Carmem Silvia Costa Pfeifer e Nívea Regina de Godoy Fróes, pela amizade e apoio em todos os momentos, que fizeram esta etapa da minha vida tão especial. Aos queridos amigos, Cristina Yuri Okada, Marcelo Mendes Pinto, Vinícius Rosa e Márcia Borba, que dividiram comigo suas experiências no laboratório. A presença constante e a amizade de vocês foram muito importantes para mim. A toda minha família, pelo apoio e paciência irrestritos durante a realização deste trabalho. Em especial, a meus pais, Maria Cecília e José Luiz, a meus nonnos, Lina e Biagio (in memorian), que me ensinaram mais do que eu jamais pude aprender. Obrigada pelo amor e compreensão incondicionais. Sou muito agradecida por vocês terem sempre me estimulado e feito sacrifícios para poder me proporcionar todas as oportunidades que tive. Sei que estão orgulhosos de mim por ter concluído mais esta fase. A vocês, meu amor, reconhecimento e gratidão. À Tia Pia e Tio Júlio, por estarem sempre ao meu lado, como meus "segundos pais". Obrigada pelo amor, incentivo e compreensão que sempre tiveram comigo. Ao meu marido, Allan, por todo o amor e carinho; pela motivação e companhia constantes durante estes anos. Seu apoio em todos os momentos, inclusive nas minhas ausências, me fizeram compreender a maturidade do nosso amor e da nossa relação. Amo você! Às agências de fomento FAPESP, CAPES e CNPq, pelo suporte financeiro que permitiu a realização desta pesquisa. Gonzaga CC. Crescimento de trinca subcrítico em cerâmicas odontológicas: efeito do material (microestrutura) e do método de ensaio [Tese de Doutorado]. São Paulo: Faculdade de Odontologia de São Paulo; 2007. ABSTRACT The objective of this study was to determine the mechanical properties and the microstructure of different dental ceramics in order to understand their influence on the slow crack growth (SCG) parameters, n (crack growth exponent) and σ f0 , (scaling parameter), determined by different methods. The five ceramics tested were: porcelains VM7 (Vita) and D (d.Sign, Ivoclar), glass-ceramics E1 (IPS Empress, Ivoclar) e E2 (IPS Empress 2, Ivoclar) and composite IC (In-Ceram Alumina, Vita). Disc specimens (12 mm x 1 mm) were prepared according to manufacturers' instructions. The microstructure of the materials was carried out. The fracture toughness (K Ic ) was determined by means of the indentation fracture technique (IF) and indentation strength. The slow crack growth parameters were determined by dynamic fatigue test (constant stress rate), static fatigue test (constant stress) and the indentation fracture method. The results showed that all ceramic materials were composed by glassy matrix and crystalline phases, except for VM7 (vitreous porcelain). D and E1 presented leucite particles, in volume fractions of 0.16 and 0.29. For E1, the leucite crystals were homogeneously distributed in the glassy matrix, while in D, leucite formed agglomerates. E2 presented lithium dissilicate crystals (58% in volume) that presented an alignment tendency, with their major axis oriented perpendicularly to the pressing direction, which varied angularly from the injection point. IC presented alumina crystals (65% in volume) partially sintered, infiltrated by a lanthanum glass. Regardless of the method, the fracture toughness values were higher for IC (2.81 MPa.m 1/2 ), followed by E2 (1.81 MPa.m 1/2 ) and E1 (0.96 MPa.m 1/2 ), and were lower for the porcelains D (0.84 MPa.m 1/2 ) and VM7 (0.67 MPa.m 1/2 ). Crack deflection was the main toughening mechanism observed for the ceramics containing crystalline phases. Regarding the dynamic fatigue test, the n values depended on the material, ranging from 17,2 to 31,1. With respect to σ f0 , the values obtained for this parameter ranged from 48 e 384 MPa. For the ceramics based on potassium and aluminum silicate (porcelains VM7 and D and glass-ceramic E1), the chemical composition of the glass matrix seems to be related to the differences observed in the n values. The σ f0 parameter presented a positive correlation with K Ic and volume fraction of crystalline particles. For the static fatigue test, used only for porcelain D, the n and σ f0 values were, respectively, 31,4 e 47 MPa, considered similar to the ones obtained by the dynamic method. When comparing the crack growth exponents determined by the dynamic and indentation fracture tests, it can be noted that n values for the ceramics with high volume fraction of glassy phase (VM7, D and E1) were similar for both methods, but for ceramics with higher crystalline content (E2 and IC), large discrepancies were observed. The static fatigue limit (K I0 ) was also determined for the five materials, ranging from 0.48 e 2.89 MPa.m 1/2 . SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 20 2 REVISÃO DE LITERATURA 23
doi:10.11606/t.23.2007.tde-03012008-110223 fatcat:o4usfnvfjbdkdi6bsswcbmxly4