Educação não formal e a cidade: memórias de infância e perspectivas (p. 56-82)

Antonio Carlos Miranda, Renata Sieiro Fernandes
1969 Revista de Ciências da Educação  
Entender a cidade como lugar de educação, de forma institucionalizada ou não, é vê-la como campo de educação informal e não formal. A educação informal se caracteriza por experiências não intencionais, dentro do contexto de vivência individual e social do dia-a-dia e a não formal, por experiências de ensino-aprendizagem, com intencionalidade e planejamento e que, estruturalmente, não tem uma legislação nacional que regule e incida sobre ela. Dentre os usos e ocupações atuais do espaço público
more » ... do espaço público por contestação, manifestação, lazer, sob orientações políticas, étnicas, artísticas, ambientais, lúdicas pelo público adulto, têm surgidoexperiências que envolvem as crianças como sujeitos-cidadãos de direito à cidade. A partir de depoimentos ou narrativas de homens e mulheres adultos recolhidos por meio virtual, sobre os usos que fizeram, na infância, da rua e dos espaços públicos da cidade, bem como as expectativas ou perspectivas atuais com relação ao uso do nosso espaço público por crianças, jovens e adultos, busca-se refletir sobre o papel damemória (envolvendo o trabalho com lembranças e esquecimentos) na construção de histórias pessoais e sociais a fim de pensar as possibilidades educativas que acontecem na cidade em diferentes momentos históricos.Palavras-chave: Educação não formal. Memórias. Cidade educativa.Non-formal education and the city: childhood memories and perspectivesAbstractNon-formal education and the city: childhood memories and perspectives Understand the city as a place of education, institutionalized or not, is to see it as a field of non-formal and informal education. Informal education is characterized by unintentional experiences within the context of individual and social experience of the day-to-day. Non-formal education is characterized by experiences of teaching andlearning, with intentionality and planning and, structurally, has no national legislation regulating and focusing on it. Among the uses and current occupations of public space for contestation, manifestation, leisure, under political, ethnic, artistic, environmental, recreational guidelines for adult audiences, there have been experiments involving children as subjects-citizens right to the city. Based on statements or narratives of adult men and women collected by virtual means, on the uses they did in childhood, street and public spaces of the city as well as the current expectations or prospects regarding the use of our public space by children, youth and adults we seek to reflect on the role of memory (involving working with memories and forgetfulness) in the construction of personal and social histories in order to think the educational opportunities happening in the city at different historical moments.Keywords: Non-formal education. Memories. Educational city.La educación no formal y la ciudad: recuerdos y perspectivas de la niñezResumenEntender la ciudad como un lugar de educación, institucionalizada o no, es verlo como un campo de la educación no formal e informal. La educación informal se caracteriza por experiencias no intencionales en el contexto de la experiencia individual y social del día a día y no formal, por las experiencias de enseñanza y aprendizaje, con la intencionalidad y la planificación y, estructuralmente, no tiene legislación nacional para la regulación en centrarse en ella. Entre los usos y ocupaciones actuales de espacio público para la manifestación, reunión, recreación, bajo las directrices de recreo políticas, étnicas, artísticas, ambientales, para un público adulto, han surgido experiencias que involucran a niños como sujetos-ciudadanos el derecho a la ciudad. Sobre la base de las declaraciones o relatos de los hombresadultos y mujeres recogidos por medios virtuales, los usos que hacían en la infancia, em la calle y em los espacios públicos de la ciudad, así como las expectativas actuales o potenciales, en relación con el uso de nuestro espacio público por niños, jóvenes y adultos que buscamos reflexionar sobre el papel de la memoria (que implica trabajar con los recuerdos y el olvido) en la construcción de historias personales y sociales a pensar en las posibilidades educativas que tienen lugar en la ciudad en diferentes momentos históricos.Palabras-clave: Educación no formal. Recuerdos. Ciudad educativa.
doi:10.19091/reced.v1i31.351 fatcat:m6oaasgfmfhufh2qkwwayacyl4