Ainda a questão: que gramática ensinar na escola?

Marcos Bispo dos Santos
2016 Confluência  
ainda a questão: que gramátiCa ensinar na esCola? still the issue: What Kind oF grammar should teaChers teaCh in the Classroom? Marcos Bispo dos Santos Universidade do Estado da Bahia mabispo@uneb.br RESUMO: Este artigo tem como objetivo refletir sobre os fundamentos epistemológicos das diversas posições acerca do ensino de gramática, de maneira a reunir bases teóricas e políticas para responder à questão "que gramática ensinar na escola"? A análise evidenciou que: i) o enfoque descritivo, por
more » ... dotar uma concepção naturalista e cientificista da gramática, não apresenta respostas satisfatórias às questões que envolvem a padronização linguística; ii) as alternativas para a superação dos impasses decorrentes das limitações do paradigma descritivo se apresentam de duas formas: a) uma perspectiva que defende o ensino de língua orientado para o desenvolvimento de competências de leitura e escrita, em que o ensino de gramática perde especificidade; b) uma perspectiva que postula a especificidade e complementaridade do trabalho com o texto e com a gramática. Diante da constatação de que muitas práticas de leitura e escrita se estruturam em torno da língua padrão, conclui-se que a gramática a normativa, em função de sua importância sociopolítica, deve ser a principal referência nas práticas de ensino de língua portuguesa. PALAVRAS-CHAVE: Gramática tradicional; Gramática descritiva; Ensino de gramática. ABSTRACT: This article aims to reflect on the epistemological basis of the various opinions on grammar teaching, in order to gather theoretical and political bases to answer the question "what kind of grammar should teachers teach in the classroom"? The analysis showed that: i) the descriptive approach, by adopting a naturalistic and scientificist conception of grammar, does not present satisfactory answers to the questions that involve linguistic standardization; ii) the alternatives for overcoming impasses due to the limitations of the descriptive paradigm come in two forms: (a) a perspective that
doi:10.18364/rc.v1i51.165 fatcat:f24estlf6rferc3hacrtxxnjga