A 'verdade' produzida nos autos: uma análise de decisões judiciais sobre retificação de registro civil de pessoas transexuais em Tribunais brasileiros [thesis]

Luiza Ferreira Lima
A realização de um trabalho acadêmico como este às vezes parece algo dolorosamente solitário, mas sem o apoio, os ensinamentos e o afeto de uma série de pessoas, eu não o teria sequer começado. Agradeço a todos/as que, de um modo ou de outro, acompanharam-me na tessitura desta pesquisa e nas transformações pelas quais passei ao lado dela. Em primeiro lugar agradeço a minha orientadora, Laura Moutinho, por ter me adotado logo nos primeiros meses de aula de Antropologia I e ter sempre acreditado,
more » ... sempre acreditado, mesmo quando eu tinhatenho! -tantas dúvidas. Você abriu portas, mostrou caminhos e com afeto e rigor vem acompanhando de perto o desenrolar dessa pesquisa; sua generosidade, coragem e comprometimento me impulsionam sempre em frente e em direção ao novo, alterando meus pressupostos, referenciais e limites. Sou extremamente grata por tudo! Também registro meu agradecimento aos/às que compartilharam comigo essa experiência de orientação: Marcio Zamboni, Pedro Lopes e Valéria Alves, "irmãos/ãs mais velhos/as", pelos conselhos e compartilhamento de experiências e por virem em meu socorro quando estava perdida, do começo ao fim; Gleicy Silva e Rafael Noleto, pela doçura e o afeto; e Maria Isabel Zanzotti, Thais Tiriba, Renata Cortez, Milena Mateuzi e Waldor Botero pelo companheirismo. Com os/as parceiros/as do Núcleo de Marcadores Sociais da Diferença (NUMAS/USP) estabeleci relações de afeto, dividi inquietações e aprendi um bocado. Um super obrigada em especial a Izabela Nalio, Ramon Reis, Mariane Pisani e Natália Lago pela constante inspiração, e a Arthur Fontgalant, Hélio Menezes e Túlio Bucchioni pela amizade instantânea e pelas interlocuções sempre ricas. Ajudando-me a manter um pé -sempre problematizador! -na área jurídica e a ressignificar minha relação com ela, o Núcleo de Antropologia do Direito (NADIR/USP) foi fundamental. Agradeço à professora Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer, que ministrou a primeira disciplina em antropologia a que assisti, por despertar meu interesse na área, indicar as primeiras leituras que fiz sobre gênero e sexualidade e me mostrar que o Direito é, sim, bom para pensar. Também sou grata a pelo carinho, bom humor e disposição ao questionamento. Foi no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/USP) que conheci pessoas acolhedoras, instigantes e propensas ao encontro -seja para debater, seja para só tomar uma cerveja. Registro meu agradecimento aos/às colegas ingressantes no mestrado de 2013 e a Fabiana de Andrade (gêmea querida), Jorge Gonçalves, Kelen Pessuto e Antonio Gouveia em especial. A Vitor Grunvald, agradeço imensamente pela leitura atenta do projeto de pesquisa e pelas dicas valiosas, integralmente incorporadas na dissertação. Ao entrar no mestrado conheci duas pessoas que se tornaram grandes amigas e fonte de admiração, de modos muito diferentes. Letizia Patriarca, Z, obrigada pelo carinho inarredável, pela bravura indignada e por dividir inseguranças, inquietações pessoais e acadêmicas e muitas bebidas. À Isabela Venturoza, a Woody, agradeço pelo convívio e apoio literalmente cotidianos e disponíveis a qualquer hora, pela sensibilidade e maturidade que são um constante aprendizado e por todos os abraços presenciais e virtuais, não importa a distância. Que pessoa incrível você é, em diversos sentidos, e quanto aprendi com você! Aos/às professores/as do Departamento de Antropologia, expresso minha gratidão -em especial a Gostaria, porém, de agradecer com maior carinho a Silvana Nascimento, que me apresentou não só leituras como olhares diferentes, compartilhou desafios e outros mundos possíveis e trouxe um brilho especial a essa empreitada. Também agradeço aos/às funcionários/as do Departamento de Antropologia Celso Cunha Gonçalves, Edinaldo Faria Lima, Ivanete Ramos, Rose de Oliveira e Soraya Gebara, bem como aos/às demais servidores/as da FFLCH por solucionarem dúvidas, fornecerem ajuda em grande parte requerida de última hora, moverem a "máquina" que é a faculdade e fornecerem as condições materiais necessárias para que reuniões ocorressem, aulas fossem ministradas e a pesquisa caminhasse. De agosto de 2014 a janeiro de 2015 realizei estágio em pesquisa na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Lá ocorreu meu exame de qualificação, e sou profundamente grata aos/às professores/as Berenice Bento e João Biehl, que a compuseram com Laura Moutinho, bem como a leitura meticulosa de meu relatório e as recomendações feitas. Também agradeço ao Professor José Ricardo Ayres pela disposição em ler o texto, pela atenção aos detalhes e pelas observações certeiras. Agradeço também aos/às que compartilharam essa experiência e tornaram o inverno estadunidense menos frio e cinzento. Ressalto o carinho especial com que Shayla Reid e sua mãe, Mrs. Reid, me receberam e apoiaram literalmente do primeiro dia ao último de minha estadia; Shayla, obrigada por me instigar a novas experiências, apresentar a universidade e a cidade e estar sempre presente para fazer deste estágio algo leve e divertido. Mrs. Reid, obrigada pelo voto de confiança e pelas conversas na cozinha! Ainda de Princeton, agradeço novamente ao Professor João Biehl, ao Professor José Ricardo Ayres e a sua esposa Silvana pela acolhida calorosa e pelos ensinamentos; à Professora Elizabeth Davis pela oportunidade de acompanhar sua disciplina e amadurecer meu conhecimento em Antropologia de Estado; aos/às colegas da cooperativa 2D, às amigas queridas do programa de doutorado Emma Patten e Lindsay Ofrias, bem como aos/às brasileiros/as Maurício Acuña e
doi:10.11606/d.8.2015.tde-22122015-094918 fatcat:ybu3o35epbhbncr4vhwpotqq5u