Funk: grito por espaços de convivência

Genésio Zeferino da Silva Filho
2002 Comunicação & Educação  
Pesquisa rnostrafra7k como uma forma de expressar a necessidade de estar-junto dos jovens uito se tem falado hoje sobre a música funk. Publicaram-se artigos em revistas, nos jor-L nais, na Internet. Os grupos musicais desse gênero são convidados para shows, apresentações em programas televisivos e de rádio, concedem entrevistas ... Nos bailes jovens são essas as rnúsicas mais solicitadas e mais dançadas. Até mesmo o Carnaval, reino exclusivo de sambistas, foi invadido por cantores furzk. Bandas
more » ... como Bonde do Tigrão, Furação 2000 estão entre as que mais venderam discos no último verão. O fuiik chegou à grande mídia, ou será que foi a mídia que entrou no funk ? A verdade é que esse tipo de música virou negócio. As letras das músicas, as coreografias, o tipo de dança e de ritmo têm provocado discussões em vários lugares, sobretudo em instituições educativas. Resolvi coIher, junto a educadores e educandos de algumas escolas e obras sociais salesianas, opiniões sobre ofunk. As posições, como não poderia ser diferente, são muito variadas e, a s vezes, se polarizam. Algumas afirmações colhidas pela pesquisa: "O funk i 5 um movimento da sociedade, um moda de se expressar que, muitas vezes, apela para uma apologia da violência, do sexo, sujando a imagem da população, predominnntemente da mulher" (Waldir Júnior, 16 anos); "Um movimento de expressão das çlaqses sociais mais pobres, mas que hoje em dia está invadindo todas as c1asses sociais" (Bruna Moura, 17 anos); "A batida 6 muito boa para ouvir e dançar" (Eellipe C., I 3 anos); "O ritmo é até envolvente, mas as letras são indecentes" (Aline Jacques, 15 anos); "Não se pode julgar todas as músicas com o mesmo padrão. Há algumas que são extremamente de mau gosto" (Giselle Ferreira, 16 anos);
doi:10.11606/issn.2316-9125.v0i23p43-48 fatcat:4zie5jcpznh3njmdsr343lbivu