A mãe como testemunha e agente de transformação: emoções na política e uma brecha no conflito israelense-palestino [thesis]

Rafaela Barkay
abrindo caminhos. Listá-los, todos, seria tarefa impossível e, ainda que pudesse, escapariam nomes. Sou imensamente agradecida àqueles que menciono aqui, e não menos a todos os outros que me acompanharam nesta tão bela jornada. Àquelas que, ao abrir seus corações, tornaram possível este trabalho, meu mais profundo respeito e bem-querer. A Nancy Rozenchan, por sua graça, lucidez e presença segura. A Guilherme Casarões, por sua sensibilidade e disponibilidade interna. A Daniel Bar-Tal, pela
more » ... Bar-Tal, pela compreensão, paciência e sabedoria. A Marta Rovai, Muna Omran e Sonia Hotimsky, que são parte deste caminhar, e também A Marc Gopin, por ter sido o primeiro a acreditar, Walter Ruby pelo incentivo constante, e Luciana Pajecki Lederman, minha eterna fonte de inspiração. Ao Programa de Pós-Graduação em Estudos Judaicos e Árabes pelo incentivo e concessão de bolsa de estudos, e à CAPES, por financiar este trabalho. Às secretarias do DLO e da pós-graduação da FFLCH pela constante atenção. Minha eterna gratidão. Ela diz: quando nos encontramos? Eu digo em um ano e uma guerra. Ela diz: e quando termina a guerra? Quando nos encontrarmos, eu digo. (Mahmoud Darwish) RESUMO BARKAY, R. A Mãe como Testemunha e Agente de Transformação: Emoções na Política e uma Brecha no Conflito Israelense-Palestino. 2018. 218 p. Tese (Doutorado) -Programa de Pós-Graduação em Estudos Judaicos e Diante de um conflito que se estende por muitas décadas, como é o caso do israelense-palestino, um rastro de dor marca vidas e parece não deixar muito espaço para a esperança. Ao registrar o testemunho de mães a respeito de sua história de vida e experiência emocional diante da realidade violenta em que vivem, busquei, a um só tempo, lhes escutar a voz, tantas vezes silenciada e, da humanidade de seus relatos, extrair uma centelha que fosse de possibilidade de transformação. No campo da Psicologia Política, é da intersecção entre a Teoria Feminista e o Estudo das Emoções que desenho meu olhar e na História Oral traço o caminho. Mas esta jornada teve início muito antes, e é nos registros pessoais de mulheres que busco preencher espaços vazios das narrativas históricas tradicionais. E, contrariamente à lógica do conflito que não vê lugar para mais de uma perspectiva, exploro, apesar das assimetrias, todos os pontos de vista que consigo alcançar, a fim de propor, não uma solução, pois esta não me caberia, mas um meio fértil para seu desenvolvimento.
doi:10.11606/t.8.2019.tde-17092019-152629 fatcat:ck3gejrtufhzjciw4bpjzdbkly