Patrimônio Arquitetônico: conceitos contemporâneos, políticas públicas e TICs Architectural Heritage: contemporary concepts, public politics and ICTs

Yacy-Ara Gonçalves
unpublished
O Patrimônio Arquitetônico não se fecha em categorias excludentes, é ao mesmo tempo Patrimônio Cultural, Arqueológico e Histórico. Com a finalidade de operacionalizar a análise deste artigo, serão discutidos vários documentos divulgados internacionalmente no âmbito da UNESCO e do ICOMOS que abordam de uma maneira contemporânea as mudanças de paradigma para com este objeto. Gestão da Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) e políticas públicas, construídas pela ótica contemporânea, são
more » ... ssas indispensáveis à preservação. Architectural Heritage cannot be seen as an individual class, but while as Historic, Archaeological and Cultural heritage. In order to make the analysis of this article, we intend to discuss international documents recommended by UNESCO and ICOMOS those provide a contemporary sight to paradigm changes within this object. Information and Communication Technology (ICT) management and public policies observed by contemporary view are indispensable to preservation action. Introdução Para a Arquitetura, o patrimônio edificado contrai, no campo de definições conceituais, os paradigmas relacionais oriundos das asserções históricas e arqueológicas. Dessas categorias-das ruínas aos centros históricos; das edificações urbanas aos testemunhos rurais-, independente da grandeza ou importância da edificação, o que abaliza sua preservação é a condição inerente da memória agregada ao sentido de monumento. Se monumental nos leva, erroneamente, a avaliar um bem cultural pelo crivo da monumentalidade, a etimologia da palavra resguarda aquilo que realmente interessa quando consideramos as bases que definem a categoria de Patrimônio Arquitetônico. A palavra latina "monumentum" remete para a raiz indo-européia "men", que exprime uma das funções essenciais do espírito (mens), a memória (memini). O verbo "monere" significa "fazer recordar", donde "avisar", "iluminar", "instruir. O "monumentatun" é um sinal do passado. Atendendo às suas origens filológicas, o monumento é tudo aquilo que pode evocar o passado, perpetuar a recordação [...]. (Nota 1. LE GOFF, 1984, p. 95). O reflexo e a reflexão desses paradigmas nas discussões contemporâneas conduzidas ao longo do século XX demonstram que estes conceitos-monumento, memória e documento-, ainda que mutáveis e ajustáveis ao tempo histórico, mantêm estreita correção com as bases originais, demonstrando princípios de longa duração. Agregado a eles, os princípios da propriedade (posse) e do patrimônio (herança) se sobrepõem, se completam e se contrapõem, envolvendo a demanda de princípios legais e normativos cada vez mais específicos, que garantem por um lado o direito à posse e de outro o dever da preservação. Pensando nessa categoria de análise e na questão específica da construção arquitetônica, podemos pontuar as cartas patrimoniais adotadas pela UNESCO, e mais precisamente pelo ICOMOS, como basilares à formulação do conceito contemporâneo de patrimônio. Em todas essas recomendações é possível perceber que a condição dos bens patrimoniais na sociedade contemporânea é colocada no centro dos debates: mesmo quando estes se direcionam para as técnicas de restauro, a questão social da memória material ou o sentido da preservação da cultura são postos em evidência. Contudo, essas cartas, em sua maioria, surgem antes do advento da World Wide Web (Rede de Alcance Mundial), das NTICs (Novas Tecnologias de Informação e Comunicação) e do impacto que um sistema informacional ampliado teve sobre a sociedade contemporânea. Diante das redes
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