EXPERIÊNCIAS DE RECONHECIMENTO INTERSUBJETIVO E JUSTIÇA RESTAURATIVA

Analice Brusius, Gadea A. Carlos
2015 Revista Direitos Humanos e Democracia  
<span style="line-height: 115%; font-family: &quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 11pt; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-fareast-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-font-family: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-language: EN-US; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA;">Este artigo apresenta um estudo sobre a Justiça Restaurativa como uma forma pacífica e dialógica de resolução de conflitos envolvendo
more » ... litos envolvendo adolescentes. De modo mais específico, traz resultados de uma investigação sociológica de modalidade qualitativa realizada no ano de 2011 que pesquisou <span style="mso-bidi-font-style: italic;">através de análise de documentos, observações participantes e entrevistas</span> a implementação de um projeto de <span style="mso-bidi-font-style: italic;">Justiça Juvenil Restaurativa na Comunidade em sua relação com a comunidade local. Para embasar a discussão teoricamente, a</span>presenta como proposta compreender esta experiência de justiça percorrendo o referencial teórico proposto por Honneth (2003) sobre a construção da identidade através do reconhecimento intersubjetivo. Este está inscrito na experiência do amor, no reconhecimento jurídico e na vivência da solidariedade (Honneth, 2003). Verificou-se que o projeto proporcionou com que os participantes fossem contemplados com maior grau de sentimentos de autorespeito, autoestima e autoconfiança, o que não se percebe em processos tradicionais e essencialmente repressores de justiça. Assim, os participantes experimentaram uma forma de resolver seus conflitos tendo a sua dignidade preservada em todo o processo e puderam, através da Justiça Restaurativa, ter a satisfação de perceberem-se enquanto sujeitos nas praticas de justiça.</span>
doi:10.21527/2317-5389.2015.5.133-157 fatcat:2zcjf6h6x5auvoaptu5vvhxzgi