Logic, Language and Knowledge. Essays on Chateauriand's Logical Forms Liberdade e Livre-arbítrio em Hobbes

Walter Carnielli, Jairo Da Silva, Yara Frateschi
Hist. Fil. Ci., Campinas, Série   unpublished
Resumo: A partir da polêmica entre Hobbes e Bramhall acerca do livre-arbítrio, pretendo mostrar que o argumento de Hobbes que torna compatível a negação da liberdade da vontade com a responsabilização e justa punição dos pecadores é o mesmo argumento utilizado nas obras políticas para sustentar a justiça da lei positiva e da punição civil. Nos dois casos, Hobbes faz a justiça derivar do poder-seja de Deus ou do soberano civil-e ser por ele regulada. Analogamente ao Deus imortal, o deus mortal é
more » ... al, o deus mortal é justo em todas as suas ações porque o seu poder é absoluto e irresistível. Palavras-chave: Hobbes. Bramhall. Liberdade. Livre-arbítrio. Justiça. Poder. Este texto retoma o embate filosófico entre Hobbes e Bramhall acerca do livre-arbítrio destacando o problema da responsabilização moral e da punição dos pecadores 1. Para Bramhall, que identifica o livre-arbítrio com a causa do pecado, Deus pune com justiça os pecadores porque eles escolheram livremente desobedecer a sua vontade, fonte absoluta da justiça. Hobbes, por sua vez, recusa o livre-arbítrio e se vê, então, obrigado a provar que é justa a punição do pecador, mesmo que 1 A polêmica entre Hobbes a Bramhall acerca do livre-arbítrio e da liberdade humana começou em 1645 e se estendeu até 1658, com a publicação de um texto de Bramhall que não recebeu resposta de Hobbes (Castigations of Mr Hobbes). Este artigo e baseia em quatro textos: Discourse of liberty and necessity e A defence of true liberty de Bramhall; Of liberty and necessity e Questions concerning liberty, necessity and chance, de Hobbes. Conferir a introdução e a seleção de textos feita por Vere Chappell sobre a polêmica: (CHAPPELL, 1999).
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