SERÁ QUE PODEMOS DESTRUIR NOSSO DESTINO?

Vinícius Nicastro Honesko
2018 CADERNOS WALTER BENJAMIN  
RESUMO O presente ensaio analisa o problema do mito e do destino a partir das conceitualizações de Walter Benjamin. Além disso, pretende mostrar como essas reflexões benjaminianas são tomadas por um leitor que as desenvolve no âmbito da mitologia: Furio Jesi. Em um primeiro momento, o ensaio demonstra como Benjamin pensa as noções de mito e como ele as vincula à dimensão política (tanto no pensamento fascista como no socialdemocrata). Em seguida, aponta para uma possível resposta que Benjamin
more » ... osta que Benjamin dá à destinação mítica no âmbito político (por meio da figura do caráter). Na sequência, aborda como essa reflexão benjaminiana é absorvida e desenvolvida por Furio Jesi, sobretudo na compreensão do modelo gnosiológico da máquina mitológica e de suas implicações na dimensão política nas noções de revolta e revolução. Por fim, expõe como Jesi, apontando para os limites de seu próprio modelo, pensa, em moldes benjaminianos, a destruição de sua máquina como uma possibilidade política para além da revolta ou da revolução. Palavras -chave: Destino. Mito. Dimensão política. Máquina mitológica. CAN WE DESTROY OUR FUTURE? ABSTRACT The present essay analyses the problem of myth and destiny from the conceptualizations of Walter Benjamin. Moreover, it intents to exhibit how these benjaminian's reflections are taken and developed in the scope of mythology by a reader of Benjamin: Furio Jesi. At first, the essay demonstrates how Benjamin thinks the notions of myth and how he links them to the political dimension (both in fascist and social-democratic thinking). In sequence, it points to a possible answer given by Benjamin to the mythical destination on the political scope (by means of the figure of the character). Then, it addresses how this thought of Benjamin is absorbed and developed by Furio Jesi, especially on his gnoseological model: the mythological machine. It also exhibits how this machine has deep implications in the political dimension, mainly in the revolt and revolution notions. Finally, it exposes how Jesi, pointing to the limits of his own model, thinks, in a benjaminian manner, the destruction of his machine as a political possibility beyond the revolt or the revolution.
doi:10.17648/2175-1293-v202018-10 fatcat:hcgw25bvlvertdie7q6wwathra