ANÁLISE MORFOMÉTRICA DE BACIAS DE CABECEIRA COMO FERRAMENTA DE INVESTIGAÇÃO GEOMORFOLÓGICA EM MÉDIA E LARGA-ESCALA ESPACIAL

Chrystiann Lavarini, Antônio Pereira Magalhães Jr.
2013 Revista Brasileira de Geomorfologia  
Resumo Apesar das bacias de cabeceira abrangerem grande parte da área das bacias hidrográfi cas, elas detêm, ainda hoje, uma quantidade de estudos muito inferior aos segmentos fl uviais de ordem hierárquica elevada. O papel das zonas de cabeceira na confi guração de unidades geomorfológicas como bacias hidrográfi cas, redes hidrográfi cas e compartimentos morfológicos pode ser analisado a partir da análise morfométrica. Este trabalho buscou justamente investigar a relevância da análise
more » ... ica de bacias de cabeceira como ferramenta para a compreensão da confi guração de unidades geomorfológicas de média e larga-escala espacial. Para tanto, adotou-se como estudos de caso, as bacias de cabeceira do Ribeirão da Mata e do Córrego Jaguará, pertencentes ao Alto-Médio Curso do Rio das Velhas, em Minas Gerais. Em sua essência, foram analisados os arranjos espaciais, os padrões morfológicos e os fatores condicionantes da gênese e evolução dessas bacias, visando estabelecer relações com a confi guração geomorfológica do modelado e da rede hidrográfi ca. Para este fi m, foram amostradas 482 bacias de cabeceira, seguidos de análises morfométricas e estatísticas em ambiente computacional. Os resultados indicam que nas áreas das bacias de cabeceira a variação altimétrica do coletor principal é acentuadamente maior, prevalecendo um gradiente energético elevado e, portanto, um ambiente com maior potencial erosivo em comparação ao padrão menos declivoso e mais próximo do estado de equilíbrio ideal dos cursos fl uviais principais. Foram diagnosticadas também fortes infl uências estruturais na densidade de bacias de cabeceira na paisagem e, por conseguinte, no desenvolvimento das formas de relevo. Ademais, nas porções drenadas sobre o Embasamento Cristalino, e mesmo nos calcissiltitos do Membro Pedro Leopoldo, os valores exibiram uma tendência geral a gradações mais uniformes das cotas altimétricas em função do aumento de área se comparadas aos metapelitos da Formação Serra de Santa Helena. Assim, considerando a localização e a morfometria das bacias Revista Brasileira de Geomorfologia v. 14, nº 1 (2013) www.ugb.org.br
doi:10.20502/rbg.v14i1.331 fatcat:7wt6ugq7g5g37ok4r46p3cjtru