SIMBOLOGIA DOS SONHOS E CULTURALIDADE

Ivan Dos Santos Messias
2016 Revista Psicologia, Diversidade e Saúde  
Este artigo objetiva analisar os símbolos das manifestações oníricas destacando seu caráter terapêutico e culturalista, pois cada comunidade tem chave própria para interpretar os sonhos, a partir dos códigos de sua herança cultural. Os sonhos fornecem suportes significativos para o equilíbrio e administração da vida. Para sustentar os argumentos sobre estados oníricos, são analisados conceitos relacionados à Multiculturalidade, e alguns conceitos como arquétipo e Inconsciente Coletivo da teoria
more » ... Coletivo da teoria de C. Jung – indicativos de que, embora os sonhos possuam aspectos universais, temas comuns a todas as culturas – são interpretados pelas particularidades do cotidiano do sonhador e da comunidade na qual está inserido. O presente artigo acrescenta aos estudos em Psicologia que as expressões oníricas nem sempre atuam conforme as disposições internas do corpo, nem conforme os arquétipos e símbolos, haja vista que são episódios ou instantes em movimento, com muitas possiblidades criativas. Tal perspectiva solicita novas metodologias terapêuticas e interpretativas, solicita uma abordagem mais culturalista na investigação sobre os exercícios oníricos. Para a realização deste estudo, foram investigados relatos, vídeos, enunciados de pessoas participantes da cultura religiosa católico-afro-indígena no Brasil. A partir de relatos e códigos da cultura religiosa brasileira, são analisados costumes específicos e práticas simbólicas da cultura brasileira no século XXI. A relação sexual, a alimentação e a conduta cotidiana, por exemplo, são elementos culturais ligados aos estados oníricos e são analisados a partir da teologia simbólica da cultura brasileira. O estudo conclui que as imagens ancestrais e inconscientes fornecem ao organismo humano respostas para conflitos e empecilhos na trajetória de vida. Daí há necessidade de gerar novas pesquisas, a fim de conhecer mais rigorosamente os estados oníricos.
doi:10.17267/2317-3394rpds.v5i1.852 fatcat:sjlopm23lvby7oicagy5v3x7fi