USO DA TECNOLOGIA POR IDOSOS: PERFIL, MOTIVAÇÕES, INTERESSES E DIFICULDADES

Maria Gobbi, Santos Lolli, Eliane Maio
unpublished
RESUMO Este trabalho teve por objetivo avaliar conhecimentos, aptidões e facilidades no uso de tecnologias digitais por idosos frequentadores da UNATI/UEM. Trata-se de um estudo transversal, quantitativo, descritivo realizado com 200 idosos frequentadores da Unati/UEM. Os resultados demonstraram que o perfil prevalente da amostra foi para as variáveis; gênero feminino, nove anos de escolaridade, casados e aposentados. A maioria dos idosos possuía computador e conhecimentos sobre computação. Foi
more » ... bre computação. Foi prevalente o número de idosos motivados por fazerem uso e que perceberam que o uso da informática facilita as atividades diárias. Apenas uma minoria representada por 1,5% (n=3) ficaram aborrecidos com o uso do computador. O contato com as NTICs trouxe melhorias na qualidade de vida dos idosos entrevistados. Conclui-se que o perfil encontrado foi de pessoas de baixa escolaridade, renda intermediária, gênero feminino. Prevaleceram idosos que fazem uso das NTICs e que consideram significativa a interação com a tecnologia para sua inserção na sociedade contemporânea. Palavras-chave: envelhecimento; idosos; tecnologia da informação; educação. 1 INTRODUÇÃO O envelhecimento da população é um fenômeno considerado mundial que também pode ser observado no Brasil. De acordo com Inouye (2008), podemos afirmar que o Brasil, antes considerado um país de jovens, hoje pode ser denominado "estruturalmente envelhecido", conforme estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Camarano (2008) assegura que apesar de existirem indivíduos com mais de 60 anos fragilizados e dependentes, que realmente necessitam de mais atenção, observamos nos dias atuais, muitas pessoas nesta faixa etária que apesar de envelhecerem preservam suas capacidades, permanecem ativas e produtivas, discordando destes estereótipos anteriormente mencionados, traçados pela sociedade contemporânea. Em resumo, dependendo do ponto de vista, o idoso pode ser visto como potente ou pode ser considerado como incapaz da convivência social e aprendizado, ensina Novaes (2000).  Mestre em Ciências da Saúde (UEM); Mestranda em Educação (UEM). ** Doutora em Educação Escolar (UNESP); Pós Doutora em Educação Escolar (UNESP); Docente do Departamento de Teoria e Prática da Educação (UEM), Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação da UEM.
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