AS RELAÇÕES DE GÊNERO, SEXUALIDADE E VIOLÊNCIA NOS PROCESSOS DE SEPARAÇÃO/DIVÓRCIO

Anabela Maurício, D Santana
unpublished
Resumo: A proposta do trabalho é refletir sobre o valor histórico de homens e mulheres, enfatizando a trajetória das mulheres na história, identificando as relações humanas. Inicialmente, pretende-se discutir a trajetória feminina, fazendo abordagens acerca do casamento, salientando o processo de reconfiguração das subjetividades femininas e masculinas os espaços e contextos que estão inseridos. Em seguida, discutimos o fato de a sociedade contemplar modelos de famílias que correspondem a
more » ... orrespondem a diferentes papéis para homens e mulheres, onde as mulheres pesquisadas confirmam o que dizem os autores acerca da família, da construção de gênero, das dificuldades e desafios, a inserção da mulher no mercado de trabalho, violência, sexualidade, como também sobre políticas públicas, que estudam esse fenômeno. Palavras-chave: Mulher. Casamento. Família. Gênero e Poder. RELATIONS OF GENDER, SEXUALITY AND VIOLENCE IN THE PROCESS OF SEPARATION/DIVORCE Abstract: The proposal of work is to reflect on the historical value of men and women, emphasizing the trajectory of women in history, identifying human relations. Initially we intend to discuss the history of women, making approaches to marriage, emphasizing the process of reconfiguration of female and male subjectivities spaces and contexts that are inserted. Then discussed the fact that the society include models of families that correspond to different roles for men and women, where women surveyed confirm who say the authors about the family, the construction of gender, difficulties and challenges, the insertion of women in the labour market, violence, sexuality, but also on public policy, studying this phenomenon. Keywords: Women. Marriage. Family. Gender and Power. 1. INTRODUÇÃO mídia impressa e televisiva, nos últimos anos, tem veiculado reportagens enfocando a atuação da mulher na sociedade contemporânea sob uma nova perspectiva, ou seja, apresenta o empoderamento da mulher, mencionando a crescente participação na vida pública, através da inserção nas universidades e no mercado de trabalho, o que por sua vez produz mudanças significativas no que se refere aos papéis desempenhados por ela no âmbito social e familiar. Mas, também vem transmitindo notícias acerca da violência contra a mulher; nesse sentido, faz-se necessário ressaltar que alguns programas televisivos, que dramatizam os crimes passionais, estupros seguidos de morte, incesto, trazem uma dupla mensagem, porque de um lado acusam o criminoso, mas ao mesmo tempo romantizam o fato. Logo, esses veículos tendem a reproduzir e perpetuar a versão de que a "vítima é responsável por sua morte". Entretanto, é pertinente louvar as mudanças positivas, visto que até metade do século XX a mulher tinha um papel diferenciado e era percebida como a sombra do esposo. Outrossim, até o período em questão, os moldes patriarcais permaneciam fortemente presentes, uma vez que a família era chefiada pela figura do homem, cujo papel era prover o sustento econômico da unidade doméstica e tutelar a mulher, a quem cabia a tarefa de ser mãe, esposa e cuidar do lar, sem o direito de participação nas decisões da família, nem mesmo na educação dos filhos. Logo, percebe-se a força cultural e social exercida sobre a família no seu modo de ser e de viver. Não obstante, não se pode homogeneizar o sujeito mulher, visto que é melhor pensar nas construções dos sexos do que na categoria de gênero. Paralelo a isso, Scott registra: A alternativa à construção binária da diferença sexual não é a igualdade, a identidade ou a androgenia. Ao incluir as mulheres dentro de uma identidade "humana" geral, perdemos a especificidade da diversidade feminina e as experiências das mulheres; A
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