ESTUDO E AVALIAÇÃO DE UM SISTEMA HÍBRIDO MEMBANA-RESINA TROCADORA DE ÍONS PARA OBTENÇÃO DE ÁGUA COM BAIXA CONDUTIVIDADE ELÉTRICA

F. J. QUEIROZ, F. A. R. MARQUES, J. U. L. BEZERRA, R. V. ALVES, K. B. FRANÇA
2017 Blucher Chemical Engineering Proceedings   unpublished
RESUMO -Para atender tanto a demanda para consumo humano como industrial, o processo de osmose inversa vem sendo bastante utilizado ao longo das últimas décadas. A utilização de resinas de troca iônica, aniônica e catiônica, é empregada visando obtenção de água com baixa condutividade elétrica. Com isso, o objetivo deste trabalho é avaliar o desempenho de um protótipo de laboratório constituído por seis elementos de membrana de osmose inversa e dois leitos mistos de resina trocadora de íons,
more » ... ocadora de íons, para produção de água com baixa condutividade elétrica. A avaliação foi realizada em termos de parâmetros físico-químicos da água de alimentação, assim como após passagem pelo sistema de membranas, e por cada uma das colunas de resina de troca iônica utilizadas. Foi possível obter água com baixa condutividade elétrica, o que confirma o potencial do sistema para aplicação em processos que requerem água ultrapura. INTRODUÇÃO Com a crescente demanda por água de boa qualidade, não apenas para o consumo humano, mas também para as mais variadas aplicações, algumas tecnologias de purificação de águas vêm sendo aplicadas como alternativa para o problema, o processo de separação por membranas de osmose inversa assim como as resinas trocadoras de íons são processos eficientes. MEMBRANAS DE OSMOSE INVERSA Os processos que utilizam membranas como barreira seletiva começaram a surgir a partir do início da década de 70, em adição a processos clássicos como: destilação, filtração, absorção, troca iônica, centrifugação, extração por solvente, cristalização (Habert et al., 2006). Uma membrana é uma barreira que separa a solução de alimentação em duas fases (permeado e concentrado), restringindo, total ou parcialmente, o transporte de uma ou várias espécies químicas presentes nas fases (Habert et al., 2006), conforme a Figura 1.
doi:10.5151/chemeng-cobeqic2017-484 fatcat:xeecaz4affethhgsrr7qvseye4