Edemilson Cardoso da Conceição a II CONGRESSO DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS DO BRASIL CENTRAL ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DE EXTRATO BRUTO E FRAÇÃO HEXÂNICA DE PIMENTA HABANERO-Capsicum chinense Jacq. FRENTE A PATÓGENOS ALIMENTARES RESUMO

Toubas Luíza, Chaul, Aline Pereira, Stone De Sá, Ieda Maria, Sapateiro Torres, José Realino De Paula, Virgínia Farias Alves
2015 unpublished
Introdução e objetivos: Nos últimos anos a busca por alternativas naturais para conservação de alimentos tem sido intensificada, pois os consumidores tornaram-se mais exigentes e buscam alimentos de alta qualidade, minimamente processados e livres de conservadores sintéticos. O presente estudo objetivou avaliar a atividade antimicrobiana de extrato etanólico bruto (EEB) e fração hexânica (FH) de Capsicum chinense Jacq. (pimenta habanero) frente a patógenos alimentares. Metodologia: Após moagens
more » ... sucessivas dos frutos de C. chinense, o EEB foi obtido por percolação, concentrado em evaporador rotativo e a FH foi obtida por partição. A concentração inibitória mínima (CIM) foi determinada por testes de microdiluição em caldo 1. Os patógenos testados incluíram cepas padrão (Bacillus cereus ATCC 14579, Salmonella enterica subsp. enterica sorotipo Typhy ATCC 10749, Escherichia coli ATCC 25922) e isolados alimentares (Listeria monocytogenes 24AJ3; L. monocytogenes QMAC-1; L. monocytogenes QMAC-7, L. monocytogenes QMAC-10, Staphylococcus aureus DF2B10-Sa5). Resultados e discussões: o EEB foi inativo frente a S. aureus DF2B10-Sa5, S. enterica ATCC 10749 e E. coli ATCC 25922. Entretanto, apresentou moderada atividade (CIM entre 250 e 500 µg/mL) frente a B. cereus ATCC 14579 e aos isolados alimentares de L. monocytogenes. A FH foi inativa frente a S. aureus DF2B10-Sa5. Contudo apresentou moderada atividade (CIM entre 125 e 500 µg/mL) frente a S. enterica ATCC 10749, E. coli ATCC 25922, B. cereus ATCC 14579 e frente aos isolados alimentares de L. monocytogenes. Acredita-se que a atividade antimicrobiana de C. chinense esteja associada ao seu conteúdo de capsaicina, o qual está mais concentrado na fração hexânica que no extrato bruto 2,3. Conclusões: Os resultados sugerem que a fração hexânica de Capsicum chinense apresenta potencial promissor para utilização em alimentos visando o controle de patógenos.
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