VOZES ANTIFEMINISTAS NAS REDES SOCIAIS – UMA ANÁLISE DE CONTEÚDO

Matheus Costa França, Marcia Guedes Vieira, Ana Lúcia Figueiró
2018 Programa de Iniciação Científica - PIC/UniCEUB - Relatórios de Pesquisa  
Esta pesquisa buscou mapear conteúdos antifeministas elaborado por mulheres edisponibilizados em redes sociais, blogs, sites, canais do Youtube e estabelecer umacomparação com os conteúdos e fundamentos teóricos feministas, a fim de compreender quaisos principais pontos de oposição ao feminismo, seus argumentos e se o conteúdo antifeministademonstra compreensão dos conceitos aos quais está combatendo. O papel da mulher nasociedade vem sofrendo profundas mudanças em diversas culturas ao redor do
more » ... ulturas ao redor do globo. Omovimento feminista desempenha um papel fundamental em tais mudanças. No Brasil, omovimento vem ganhando força nos últimos anos, e a internet tem sido um instrumentoimportante para a divulgação e o compartilhamento de opiniões e ideias. Em oposição aomovimento feminista, o movimento antifeminista também ganhou voz e utiliza o espaçocibernético, com páginas, blogs e canais virtuais para disseminar seu discurso. As refutaçõesao feminismo encontram fundamento nas relações sociais, materiais e de produção ancoradasno pensamento patriarcal e senhorial que definiu as relações sociais e de poder no Brasil.Adotou-se a perspectiva de pesquisa qualitativa, do tipo exploratória. O método utilizado foi ode análise de conteúdo, abordando a técnica temática-categorial. O objeto de estudo foiconstituído por três fontes escolhidas para análise. A primeira fonte foi constituída pelafundamentação teórica do feminismo na bibliografia adotada. A segunda foi formada pelosgrupos posicionados a favor do movimento feminista nas redes sociais. A terceira foicomposta pelos grupos posicionados contra o movimento feminista nas redes sociais. Autilização do método de análise de conteúdo possibilitou perceber a grande discrepância deopiniões das duas agendas, assim como a clara disseminação de discursos de ódio e deinformações sem fundamentação teórica do discurso antifeminista. Foi possível observar queas páginas antifeministas no Facebook têm menos seguidores comparadas aos blogs e páginasrelacionados aos movimentos feministas, além disso as páginas antifeministas não conseguem se manter no ar por muito tempo e sofrem críticas sistemáticas de feministas e de páginas feministas conscientizadoras
doi:10.5102/pic.n3.2017.5821 fatcat:3hojj5kysfdl7aedgx2bqjpxzi