MEMÓRIAS EM SILÊNCIO: SAUDADE FENECIDA SEM UM ÚLTIMO ADEUS

Pestana Flávio, Zanella
2007 Sociedade, Política & Cultura   unpublished
"Eu sou vida, não sou morte" (Qorpo Santo,1866) RESUMO O presente artigo faz parte de um projeto em desenvolvimento, o qual aborda questões relativas à sobrevivência e mortalidade dos indivíduos, bem como especifica os elementos envolvidos num ambiente essencialmente isotópico urbano/mortuário marginalizado e moralmente destituído na cidade do Rio Grande, no decorrer da década de oitenta do século XIX. Palavras-chave: mortalidade, indigência, monumentalidade funerária, isotopia 1-CONSIDERAÇÕES
more » ... NICIAIS Torna-se importante a organização de um estudo sobre as memórias referentes aos indivíduos destituídos de razão social, isto é, o sobreviver e o perecer destes dentro de um determinado ambiente relativamente hostil. O espaço urbano e mortuário em questão, que reflete o cenário específico de um cotidiano infausto, no qual os vértices de determinados segmentos estigmatizados socialmente deixaram de ocupar-o modus vivendi, na formação humana de identidade e memória no meio urbano de uma historiografia entre: sobrevivência e mortalidade. Logo, transparece-nos até o presente ser este assunto uma lacuna ainda não preenchida dentro do campo de estudo subterrâneo das memórias, que tem sua legitimidade na emersão do passado que vai além da epiderme da História. Nesse sentido, este pequeno ensaio remete-nos pungentemente ao conceito de fenecimento, ou seja, à supressão de toda e qualquer forma de identidade visível que finda, em um contexto histórico onde a * Graduado em História pela FURG; aluno do Curso de Pós-Graduação Lato Sensu Rio Grande
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