Otimização do processo de remoção do corante preto de remazol B por uso de biomassa mista de Aspergillus niger van Tieghem, 1867 (Ascomycota: Trichocomaceae) e Pennisetum purpureum Schumach., 1827 (Poales: Poaceae)

Iranildo José da Cruz Filho, Hanna Katarina Lopes Ferreira, Samyla Kelly Gomes da Silva, Suellen Emilliany Feitosa Machado, Léa Elias Mendes Carneiro Zaidan, Valmir Felix de Lima, Olga Martins Marques, Agrinaldo Jacinto do Nascimento Junior
2016 Revista Brasileira de Gestão Ambiental e Sustentabilidade  
As indústrias do setor têxtil geram no final de seu processo efluentes com elevada carga orgânica, substâncias tóxicas e cor. O lançamento dessas águas residuais nos corpos hídricos, pode causar sérios problemas do ponto de vista ambiental. Dentre as tecnologias destinadas à remoção de cor destaca-se a biossorção, um processo de captação passiva onde os poluentes depositam-se na superfície de materiais de origem biológica (biossorventes). As vantagens da biossorção em relação aos métodos
more » ... aos métodos convencionais de tratamento são a alta seletividade e eficiência, baixo custo e regeneração do material. Considerando esse fato, o objetivo desse trabalho foi produzir um biossorvente misto utilizando o fungo Aspergillus niger van Tieghem, 1867 (Ascomycota: Trichocomaceae) crescido em Pennisetum purpureum Schumach., 1827 (Poales: Poaceae) (capim elefante), para a remoção do corante têxtil preto de remazol B pelo processo de biossorção. Para os ensaios de remoção foi aplicado um planejamento fatorial 25 a fim de analisar a influência das variáveis: pH (2,0, 3,5 e 5,0), agitação (150, 200 e 250 rpm), temperatura (30, 40 e 50 oC), concentração de corante (25, 55 e 85 mg L-1) e quantidade de biossorvente misto (0,5, 1,5 e 2,5 g). A melhor condição obtida no planejamento foi pH 2,0, temperatura de 50 oC, agitação de 150 rpm, concentração de biomassa de 0,5 g e concentração de corante de 25 mg L-1, resultando numa remoção de 96,80%. O estudo permitiu verificar que a utilização de biomassa fúngica associada a um vegetal pode se tornar uma nova alternativa barata e eficiente para o tratamento de efluentes têxteis.
doi:10.21438/rbgas.030611 fatcat:7rgpbnzqvvh45drw2lpkgy7qgy