A POÉTICA DO DELÍRIO VERBAL: O SURREALISMO EM LIVRO SOBRE NADA, DE MANOEL DE BARROS

Júlio César Alexandre Júnior
2017 Revista Diálogos  
Resumo: O escopo deste trabalho é discorrer, elucidar e analisar sobre a poética surrealista do poeta mato-grossense Manoel de Barros. Nota-se que a Poesia de Manoel de Barros traz em si marcas do Surrealismo, trabalhado em desenvolvimento com a linguagem: a sua destruição e recriação de palavras que ultrapassam a realidade lógica, a realidade objetiva e alcança a transcendentalidade grandiosa do Universo, por meio de um exercício de Poesia. Por meio do exercitar poético manoelino, as palavras
more » ... elino, as palavras se organizam, se interligam, se fundem, em um emaranhado de imagens ímpares, particulares, à gosto surreal. Para a presente pesquisa, analisaremos poemas, cujos apresentam particularidade da estética surrealista, da obra Livro sobre Nada, de Manoel de Barros. Palavras-chave: Manoel de Barros; Surrealismo; Poesia; Livro sobre Nada. Abstract: The objective of this work is to discuss, to elucidate and to analyze the surrealist poetics of the Mato Grosso poet Manoel de Barros. It's noted that the Poetry of Manoel de Barros carries in itself marks of the Surrealism, worked in development with the language: its destruction and recreation of words that surpass the logical reality, the objective reality and reaches the great transcendentality of the Universe, through of an exercise in Poetry. By practicing poetic Manoelino, words organize, 1 Especialista em Literatura Brasileira, UEL/UNOPAR/UNICSUL Virtual. A Poética do Delírio Verbal... -Alexandre Júnior Revista Diálogos -N.° 18 -Set. / Out. -2017 140 intermingle, merge, in a tangle of odd, particular images, to the surreal taste. For the present research, we'll analyze poems, whose particularity of the surrealist aesthetic, of the book Livro sobre Nada, by Manoel de Barros. Keywords: Manoel de Barros. Surrealism. Poetry. Livro sobre Nada. "Poesia é loucura das palavras" (Manoel de Barros, 1970). Introdução Em entrevista concedida à revista Caros Amigos, em 2008, quando questionado sobre a vida, Manoel de Barros propôs uma resolução "poético-científica" para explicar, explanar sobre o tema: O tempo só anda de ida. A gente nasce, cresce, envelhece e morre. Pra não morrer É só amarrar o Tempo no Poste. Eis a ciência da poesia: Amarrar o Tempo no Poste! (BARROS, 2008, s/p, grifamos). Manoel de Barroso Poetadeclarava explicitamente que não gostava de dar entrevistas por meio fala, porém, quando indagado, para ele, o essencial era que jornalistas encaminhassem, inicialmente, as perguntas para elas serem respondidas por meio da escrita. Isso era comum em Manoel de Barros, pois, ser entrevistado por meio da fala,
doi:10.13115/2236-1499v2n18p139 fatcat:szrszg25uzhlfp5iemqt5566dm