Verdad, poder y saber: escritura de viajes femenina

Nara Araújo
2008 Revista Estudos Feministas  
Resumo Resumo Resumo Resumo Resumo: O artigo inicia com uma reflexão acerca da articulação que os relatos de viagensreais ou imaginárias -podem cumprir junto ao discurso moderno sobre as diversidades e as alteridades. Considera, ainda, os relatos como exercício de poder, na medida em que, segundo Foucault, a força do poder reside na produção de efeitos positivos no nível do desejo e do saber. Para tanto, lembra os cronistas responsáveis pelas primeiras descrições do Novo Mundo, cujos livros de
more » ... o, cujos livros de viagens adquiriram autoridade sobre as regiões estrangeiras ao desvelar seus mistérios, como a descrição de costumes, hábitos alimentícios, vestimenta e relações familiares, entre outros, e orientando, assim, os novos viajantes. As narrativas de viagens feitas por mulheres são então introduzidas a partir da especificidade de suas abordagens. Afinal, ao irromper o espaço público, elas necessitam estabelecer uma relação entre o espaço, o conhecimento e a autoridade, e, para validar seus discursos, servem-se da história e da referência às fontes consultadas. Marquesa Calderón de la Barca, Isabel Pesado de Mier, as irmãs Larraínzar, Condessa de Merlín e Nísia Floresta são algumas das escritoras aqui trabalhadas. P P P P Palavras-chave alavras-chave alavras-chave alavras-chave alavras-chave: relatos de viagem; memorialismo; autoridade; poder. La Verdad no es lo contrario del error, sino la sustitución de ciertos errores por otros errores [...] La Verdad es preciso que ponga al poder de su lado [...] ¡De lo contrario, perecerá siempre! Friedrich Nietzsche Abstract: Abstract: Abstract: Abstract: This article begins with a reflection about the influences of the travel reports -real or imaginary ones -on the modern discourse, diversity, and alterities. It also considers the reports as a power instrument, since, according to Foucault, the force of power resides in the production of positive effects in both knowledge and desire levels. Thus, the chroniclers responsible for the first descriptions of the New World are visited. Their books were very useful to the new travelers by revealing the mystery of the foreign lands, as well as their customs, alimentary habits, dressing ways, and familiar relationships, among others. The narratives written by women are then introduced considering the specificity of their approach. After all, when appearing to the public, they need to establish a relationship between space, knowledge and authority, and, in order to validate their discourse, they make use of history and references to the consulted sources. Marquesa Calderón de la Barca (Life in Mexico during a residence of two years in that country, de 1843); Condessa de Merlín (La Havane, de 1844); and Nísia Floresta (Itinerário de uma viagem à Alemanha, de 1857) are some of the writers analyzed here.
doi:10.1590/s0104-026x2008000300019 fatcat:xjeeru5k5zbs3ozzi3z47fotea