Bia Medeiros: Trajetórias do corpo "

Alexandre Emerick
unpublished
a influência da tecnologia sobre a arte que lhe é contemporânea exerce-se nos limites que ela circunscreve entre o real e o imaginário." Nicolas Bourriaud, Estética relacional, p.99 O tempo não pára, foi cantado por uma geração, e parece claro o sentido de que ele, o tempo, não espera, antes se oferece abertamente ao movimento pulsante da vida. Em uma mostra retrospectiva a posse dessa oferta nos é compartilhada e nos desperta para um exercício reflexivo. Aportamos, portanto, o conjunto de
more » ... o conjunto de obras exposto na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, de 24 de junho a 20 de julho de 2008. Ao deixar os três lances de escada que nos levam às galerias, percebemos que a trajetória ofertada pela exposição é, além de densa, diversificada. Enquanto a breve escadaria logo nos fadiga, a longa trajetória de Bia Medeiros nos incita a um prazeroso exercício que se prolonga em nossa consciência. Em Bia Medeiros: trajetórias do corpo, cidade e corpo mediados pela tecnologia contemporânea assumem o tempo como canalizador de suas ações entendidas como manifestações do pensamento. Segundo Bia, mais que corpos pensantes ou pensamentos expressos em gestos, o corpo-pensamento desenvolve-se no espaço-tempo urbano ou midiático. Entendido assim, não é somente o pensamento que coordena as ações do corpo, também o corpo, pelas experiências sensíveis, diz à mente o que é o mundo, ou o que os mundos são. Seria difícil, talvez improdutivo, comentar em separado sobre a trajetória da artista e do grupo Corpos Informáticos que ele coordena junto à Universidade de Brasília desde 1992. É louvável sua iniciativa, e perseverança, com uma experiência em arte contemporânea que vem se sustentando por tanto tempo de modo ativo no meio acadêmico, com resultados que ultrapassam suas cercanias. Uma das muitas contribuições da professora, pesquisadora, artista multimídia, personalidade multiforme. Desde o início com
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