Artigo Original Influência da Caminhada Não Supervisionada Sobre Fatores de Risco Cardiovascular Influence of Unsupervised Walking on Cardiovascular Risk Factors

Marilita Accioly, Camila Leite, Jéssica Almeida, Otavio Miziara, Danielle Yamamoto, Renata Penha, Shamyr Castro
2013 Caminhada não supervisionada e risco cardiovascular R. bras. Ci. e Mov   unpublished
RESUMO: O objetivo da presente pesquisa foi identificar a influência da atividade física (AF) continuada e não supervisionada sobre alguns fatores de risco cardiovascular. Para tanto, este estudo de coorte avaliou, em dois momentos distintos, frequentadores de um parque público da cidade de Uberaba-MG, que realizavam caminhada com frequência mínima de duas vezes semanais. Os 40 voluntários desta pesquisa responderam a um questionário e tiveram aferidas e calculadas as medidas de Índice de Massa
more » ... de Índice de Massa Corporal (IMC), Índice Cintura-Quadril (ICQ), glicemia, colesterol total e triglicérides. Após seis meses, a mesma coleta de dados foi repetida, e a partir daí, a população do estudo foi dividida em dois grupos: grupo dos indivíduos que praticou a AF continuamente, ou seja, sem interrupção a partir da avaliação inicialmente realizada (n=27), e grupo de indivíduos que interrompeu a AF (n=13) por qualquer motivo. Benefícios físicos e bioquímicos foram observados apenas no grupo que praticou a AF de maneira contínua, representados pela redução do ICQ (inicial: 0,93 ± 0,06; final: 0,91 ± 0,07; p<0,05) e dos níveis séricos de glicose (inicial: 114,18 ± 33,99; final: 102,74 ± 20,21; p<0,05) e triglicerídeos (inicial: 194,00 ± 82,41; final: 166,17 ± 90,27; p<0,05). Diferentemente, nenhum benefício foi observado no grupo que interrompeu os exercícios durante o período em questão, constatando-se inclusive um pior resultado no IMC (inicial: 28,26 ± 3,59; final: 28,48 ± 3,67; p<0,05). As modulações favoráveis sobre os conhecidos fatores de risco cardiovascular ICQ, níveis séricos de glicose e triglicerídeos observados apenas no grupo de indivíduos que manteve a prática regular de caminhada reforçam os benefícios cardiovasculares associados a esta modalidade de exercício e destacam a importância da continuidade desta atividade. Estes achados podem servir como estímulo à prática de exercícios e fornecer subsídios para implementação de políticas de incentivo à realização de programas comunitários de AF.
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