Comunicologia Inovação e relacionamento com a mídia nas assessorias de comunicação da Apple, Blackberry, Google e Microsoft no contexto da era digital

Murilo Lins, Joadir Foresti
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Resumo O presente estudo procura apresentar como as assessorias de comunicação de quatro grandes empresas de tecnologia-Apple, BlackBerry, Google e Microsoft-transparecem a inovação na maneira de se relacionar com a mídia numa era considerada digital. A abordagem metodológica é a qualitativa, pelo fato de as fontes de informação diretas terem sido coletadas de dados disponíveis nas áreas de imprensa dos sites, das empresas citadas, ou seja, nas salas de imprensa. Um olhar a partir da teoria
more » ... artir da teoria estrutural-funcionalista, uma das teorias da comunicação orientada pelo modelo norte-americano de relações públicas, dá conta do contesto geográfico e cultural, uma vez que as sedes de origem das empresas analisadas estão localizadas nos Estados Unidos e no Canadá. Percebe-se de antemão que as empresas passam por processos de adaptação, por isso, as inovações levam um tempo para serem aplicadas e percebidas como inovadoras. Dessa forma, podemos considerar que as empresas, embora mostrem traços singelos de inovação, do ponto de vista mais abrangente, ainda carecem de elementos que as declarem inovadoras em comunicação. Por outro lado, percebe-se a relação com a mídia feita de forma regular, o que sinaliza uma prática para incentivar pautas envolvendo tecnologias, economia e negócios. Palavras-Chave: Comunicação organizacional; Inovação; Mídia; Tecnologia na era digital Introdução Tecnologia pode ser considerada um produto da ciência e da engenharia por envolver um conjunto de instrumentos, métodos e técnicas que visam à resolução de problemas. No século XX, destacaram-se as tecnologias de informação e da comunicação graças à evolução das telecomunicações, à utilização dos computadores e ao desenvolvimento da Internet. Ainda em 1998, Pierre Lévy alertava para nos atentarmos de que estávamos vivendo uma tecnologia intelectual mesmo sem a percebermos, como acontecia na França em que os analfabetos não sabiam ler e escrever, no início do século XIX, mas se baseavam na escrita para criar e mobilizar o seu imaginário e gerenciar os seus pensamentos (LÉVY, 1998, p.15).
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