A liberdade individual para Benjamin Constant [thesis]

Gabriela Doll Ghelere
Modesto Florenzano, pela leitura e indicações preciosas no exame de qualificação, e à professora Maria das Graças de Souza pela leitura e advertências sábias no exame de qualificação. Agradeço aos amigos Rodrigo Brandão, Marcos Sacrini, Sylvia e Leandro Cardim, Carolina Noto e Pedro Falleiros, Guilherme Braun, pelos incentivos calorosos ao longo desses anos, ao Ronaldo Manzi, pela paciência técnica, ao Daniel Bonomo, pela dedicação ao texto, ao Anderson Gonçalves da Silva, leitor atencioso e
more » ... itor atencioso e exigente, à Aida Schwab, interlocutora afetiva. Agradeço especialmente à Laurici Doll Ghelere, minha mãe, pelo amparo e por compartilhar as angústias, Ana Maria e Santiago Portas, pelo carinho, e ao Federico Esquerro, companheiro fiel, parceiro dedicado, meu grande amor. Resumo: GHELERE, Gabriela Doll. A liberdade individual para Benjamin Constant. 2008. 94 f. Dissertação Aqui investigamos o conceito de liberdade individual na teoria de Benjamin Constant. Partimos da conferência intitulada De la Liberté des Anciens comparée à celle des Modernes, e verificamos que o contraste entre a liberdade individual dos modernos e a liberdade política dos antigos não exclui completamente da vida dos modernos a necessidade de participação política. Assim, recorremos, no segundo capítulo, a outros textos de Benjamin Constant, sobretudo aos Principes de Politique, para examinar os pressupostos da sua teoria política: o problema da soberania do povo, a construção da noção de representatividade política e a dupla autoridade da natureza e da história que fundamentam respectivamente as noções de liberdade e igualdade. No terceiro capítulo buscamos os desdobramentos do conceito de liberdade moderna, isto é, o que caracteriza o liberalismo de Constant e o diagnóstico que ele aponta sobre o indivíduo moderno. Por conseguinte, sustentamos que a peculiaridade do liberalismo de Constant é articular a liberdade civil do indivíduo e a liberdade política de participação. Mas, no grande romance seu que é Adolfo, Constant relaciona indivíduo e sociedade de uma maneira que tanto recorda sua defesa da liberdade dos modernos quanto mostra os limites desta. Nossa conclusão é portanto uma pergunta, que sustentamos estar presente no próprio Constant: qual o valor, quais as perspectivas dessa liberdade moderna? Palavras-chave: liberdade, liberalismo, indivíduo, política, moderno. Abstract: GHELERE, Gabriela Doll. Individual liberty for Benjamin Constant. 2008. 94 f. Master's Degree Here we inquire the concept of individual liberty in Benjamin Constant's theory. We started with the conference entitled De la Liberté des Anciens comparée à celle des Modernes, and verified that the contrast between individual liberty for the moderns and political liberty for the ancients doesn't prevent the moderns from having the necessity of political participation. Therefore, in the second chapter, other texts by Benjamin Constant are studied, mainly Principes de Politique, in order to scrutinize the background of his theory: the issue of the people's sovereign, the creation of the idea of political representativeness, and the double authority of the nature and the history that are base for the concepts of liberty and equality, respectively. In the third chapter we analyze the implications of the concept of modern liberty, that is, what characterizes Constant's liberalism and how he diagnosis the modern individual. By doing so, we affirm that what is peculiar about Constant's liberalism is how he connects the civil liberty of the individual to the political liberty of participation. However, in his great novel Adolfo, Constant links individual and society in such a way that it recalls his defense of liberty in the moderns but also shows the limits of that. Our conclusion is, therefore, a question, that we affirm to be present in Constant: what value, what perspectives of this modern liberty?
doi:10.11606/d.8.2008.tde-26092008-171900 fatcat:rfmhyjcxrvb5zezecxixwifeui