Atenção em diálise peritoneal no domicílio [thesis]

Ana Cristina Freire Abud
Julgamento: __________________________Assinatura: _____________________ Dedicatória À Deus criador de todas as coisas, pai misericordioso, a ele toda honra, toda a glória e o meu o louvor. Aos meus pais Divanete e Moysés por serem um porto seguro na minha vida, dedico com todo carinho essa conquista. Tenho muito orgulho de ser um pedacinho de vocês! Ao meu marido Ricardo Abud que do seu jeito todo especial me fez acreditar que esse sonho seria possível, por em muitos momentos ter sido pai e mãe
more » ... ao mesmo tempo. Aos meus filhos Ana Luiza, Ana Carolina e Rafael por terem sido o motivo maior da minha vontade de vencer. Às minhas irmãs Fátima, Mariza, Martinha, Silvia Viviane. Vocês são muito especiais! Não são só irmãs, durante esses quatro anos foram também mães dos meus filhos, tias incomparáveis! Não tenho palavras para agradecer. Meu irmãozinho Júnior mesmo distante, mas sempre tão perto. Essa conquista também é de vocês! À minha irmã Martinha e ao meu cunhado Adagildo por não medirem esforços em me acompanhar à lugares tão distantes e tão difíceis de chegar para que eu pudesse realizar as visitas. A companhia de vocês foi fundamental em muitas viagens. Aos meus sogros Renato e Ivanete pelo apoio e incentivo e ajudarem na assistência aos meus filhos na minha ausência. Aos meus cunhados Janison e Ângelo por terem ajudado em muitas situações com as minhas crianças; à Lenimare pela amizade. À Maria José que com o seu empenho tem ajudado nas tarefas do lar, além de ajudar na educação dos meus filhos. Sem o seu apoio durante essa trajetória tudo seria mais difícil. Aos meus tios em especial tia Ednalva, tia Maria e Tia Marli pelo incentivo, palavras de ânimo e orações. Aos pacientes e familiares por abrirem as portas das suas casas e dividirem comigo um pouco das suas vidas. Agradecimentos Especiais À minha orientadora a professora Dra. Maria Lúcia Zanetti, por ser um exemplo de profissional, pelo apoio e compreensão, pelos seus ensinamentos, por ser essa pessoa incrível, que em meio as minhas dificuldades procurou sempre me ajudar fazendo com que eu acreditasse que seria possível realizar esse sonho. Agradeço muito a Deus por tê-la colocado em minha vida. Professora, a senhora é uma pessoa especial! À professora Dra. Luciana Kusomota, pelo apoio e participação, por se disponibilizar em ajudar na leitura e orientação para a conclusão desse trabalho. Suas sugestões foram fundamentais. Ao professor Dr. Pedro Fredemir Pala pelo incentivo e sugestões no exame de qualificação. A todos que fazem parte da equipe de saúde da CLINESE, em especial ao Dr. Manoel Pacheco, Dr. Kleyton Bastos, Dra. Soraya Ramalho e Maria do Carmo (Carminha) por abrir as portas, mais uma vez para mim, por apoiarem e acreditarem no meu trabalho. À professora Renata da Silva Mann pelo seu empenho e dedicação à frente do Doutorado Interinstitucional -DINTER, além de se disponibilizar em me ajudar a concluir a análise dos meus resultados. Às professoras Edilene Curvelo Hora e Maria Jésia Vieira pelo empenho e dedicação para que esse doutorado acontecesse. Às professoras Lidia Aparecida Rossi, Isília Aparecida Silva e Dulce Gualda pelo esforço e dedicação na coordenação do doutorado Interinstitucional. À minha amiga e comadre Ana Dorcas de Melo Inagaki pelo apoio e incentivo, por sempre achar um tempinho para mim e para os meus filhos. Minha irmã de coração e de caminhada. À amiga Rose Altoé e a minha comadre Luzineide Modesto pelo companheirismo e pelas palavras de carinho e incentivo. Às colegas de doutorado Joseilze, Wilma, Flávia, Leila, Amandia (Mandinha), Ana Paula Vasconcelos, Janaina, Elizabete, Ana Paula, Izabel, Clodis, Rosemar (in memoriam), Débora, Jenizete e Lenira pelo companheirismo durante essa trajetória e por tornarem nossas viagens mais divertidas. Aos amigos do grupo de oração Nivalda e José Augusto, Zeza e Manoel, Genole e Eduardo, Edna e Danilo, Francisco (in memoriam) e Fátima pelas orações e incentivo constante. Às alunas Renata e Raíssa pela ajuda na coleta de dados e por estarem sempre disponíveis. Às professoras do departamento de enfermagem da Universidade Federal de Sergipe pelo apoio e incentivo. Aos professores e amigos do Campus de Lagarto Mariângela e José Antônio pelo apoio e amizade; Aos professores Ulisses Vieira e André Faro pela disponibilidade em me ajudar e me fazer compreender melhor os dados estatísticos. Às amigas que conquistei em Cleide e às irmãs do pensionato em especial à irmã Marina, a amizade de vocês foi fundamental naquele momento em que me encontrava tão só! Espero que mesmo distante essa amizade jamais se acabe. A todos que de alguma forma contribuíram para que esse sonho fosse realizado, o meu muito obrigado! RESUMO Estudo quantitativo, descritivo, transversal, visando avaliação da estrutura, do processo e do resultado em diálise peritoneal domiciliar. Participaram 90 pacientes em diálise peritoneal domiciliar de municípios em Sergipe de novembro de 2011 a julho de 2012. Foi empregado o referencial teórico da Avaliação de Cuidados em Saúde proposta por Donabedian (1980). A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista e observação sistematizada em domicílios com pacientes e cuidadores e por meio de consulta aos prontuários de saúde. Foram utilizados os programas Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 20 e Epi info versão 3.5.1 do Centers for Disease Control and Prevention-CDC e para a análise testes paramétricos e não paramétricos. Em relação ao componente estrutura o espaço predominante para a realização da diálise peritoneal foi o quarto (98,9%). Havia rachaduras nas paredes em 15,5% e infiltrações em 11,1% dos domicílios. A água era tratada em 87,7% das casas e com rede de esgotamento sanitário em 76,6%. Em 76,6% das residências constatou-se a existência de pia para higienização das mãos localizada no quarto. Quanto aos pacientes 41,1% estavam na faixa etária entre 60 a 79 anos, 56,7% do sexo masculino, baixa escolaridade 40,0% e renda per capta menor que um salário mínimo para 64,5%. As comorbidades mais prevalentes foram a hipertensão arterial e o diabetes mellitus. Quanto ao componente processo, faltas as consultas médicas foram de 38,9%. 51,1% pacientes realizavam DPA e 53,3% utilizavam o cateter Tenckhoff cuff duplo. Constatou-se a falta de registro nos prontuários da troca do equipo obedecendo ao prazo de validade para 43,3% dos pacientes. A solução dialítica em 26,7% das casas estava armazenada diretamente sobre o piso. 11,1% dos pacientes não tinham registro do dialisato efluente após o procedimento dialítico. Quanto ao componente resultado constatou-se que 42,1% apresentaram um ou mais episódios de peritonite. Pacientes com dois anos ou mais de tratamento apresentaram maior chance de peritonite (p = 0,01). A mediana de tempo da terapia foi de 23 meses. Houve associação entre ocorrência de peritonite e as variáveis integridade das paredes (p<0,026), troca do equipo fora da validade (p<0,049) e número de faltas nas consultas médicas, (p= 0,01). Quanto à infecção no orifício de saída do cateter peritoneal (IOS), 62,2% pacientes tiveram um ou mais episódios. Houve associação entre IOS e renda familiar (p< 0,019), não capacitação do cuidador ou paciente (p<0,028) e tempo de tratamento (p=0,015). 16,7% dos pacientes apresentaram como complicações mecânicas a drenagem inadequada. 88,9% dos pacientes referiram estar satisfeitos com a diálise peritoneal no domicílio. Os componentes relacionados à estrutura, processo e resultado mostraram que pacientes e cuidadores estão expostos a riscos que podem agravar o estado de saúde. Ressalta-se a importância da visita domiciliar e a educação permanente, como também o estabelecimento de parcerias com os profissionais da Estratégia de Saúde da Família sob a supervisão do enfermeiro da Clínica de Diálise, a fim de desenvolver ações de cuidado seguro para a prevenção de complicações no paciente em diálise peritoneal domiciliar. ABSTRACT This is a quantitative, descriptive and cross-sectional study, aimed at the assessment, the structure, the process and the outcome in peritoneal dialysis at home. The participants were 90 patients undergoing peritoneal dialysis at home in municipalities of the Sergipe State during the period from November 2011 to July 2012. The theoretical framework of the Health Care Assessment, proposed by Donabedian (1980) , was employed. Data collection was performed through interviews and systematic observation in households with patients and caregivers and through consultations with medical records. We used the programs Statistical Package for Social Sciences (SPSS), version 20, and Epi Info, version 3.5.1, from the Centers for Disease Control and Prevention (CDC), and, for analysis, parametric and non-parametric tests. Regarding the component 'structure', the predominant space for the accomplishment of peritoneal dialysis was the room (98,9%). There were cracks in the walls in 15,5% and infiltration in 11,1% of households. The water was treated in 87,7% of the houses and there was a sewage system in 76,6% of them. 76,6% of the surveyed households had a sink for hand-washing located in the room. As for patients, 41,1% were aged between 60 and 79 years, 56,7% were males, 40,0% had low schooling and 64,5% had a per capita income lower than a minimum wage. The most prevalent comorbidities were arterial hypertension and diabetes mellitus. Regarding the component 'process', the absences to medical visits reached 38.9%. 51,1 % of patients performed APD and 53,3 % used the double Tenckhoff cuff catheter. It was found a lack of registration in the medical records of the exchange of the unit in line with the expiration date to 43,3 % of patients. The dialytic solution in 26,7 % of homes was directly stored on the floor. 11,1% of patients had no record of the effluent dialysate after the dialysis procedure. Regarding the component 'outcome', it was found that 42,1% showed one or more episodes of peritonitis. Patients with two or more years of treatment showed a higher chance of peritonitis (p=0,01). The median of therapy time was of 23 months. There was an association between the occurrence of peritonitis and the variables 'integrity of walls' (p<0,026), 'exchange of unit out of date' (p<0,049) and 'number of absences in medical consultations' (p = 0,01). Regarding infections in the exit orifice of the peritoneal catheter (IOS), 62,2 % of patients had one or more episodes. There was an association between 'IOS' and 'family income' (p<0,019), 'lack of training of the caregiver or the patient' (p<0,028) and 'treatment time' (p= 0,015). 16,7% of patients showed inadequate drainages as mechanical complications. 88,9% of patients reported being satisfied with peritoneal dialysis at home. The components related to the structure, process and outcome showed that patients and caregivers are exposed to risks that may aggravate the health condition. It should be emphasized the importance of home visits and continuing education, as well as the establishment of partnerships with professionals of the Family Health Strategy, under the supervision of the Dialysis Clinic's nurse, in order to develop actions for safe care to prevent complications in patients undergoing peritoneal dialysis at home.
doi:10.11606/t.83.2013.tde-07012014-162240 fatcat:fq4sm6jfibbhlmldv2jbm5ev5q