Uso de Espécies da Flora na Comunidade Rural Santo Antônio, BR-163, Amazônia Brasileira

Larissa Santos de Almeida, João Ricardo Vasconcellos Gama, Francisco de Assis Oliveira, Maria do Socorro Gonçalves Ferreira, Antônio José Elias Amorim de Menezes, Danielly Caroline Miléo Gonçalves
2013 Floresta e Ambiente  
RESUMO Realizou-se um estudo etnobotânico por meio de entrevistas com agricultores familiares da Comunidade Santo Antônio, localizada no Assentamento Moju I e II, região do entorno da rodovia BR-163. Foram encontradas 55 etnoespécies, sendo 67,3% nativas e 58,2% de porte arbóreo. O Índice de Diversidade de espécies (H') foi 2,83 para espécies exóticas, 3,44 para nativas e 3,77 para o agrupamento. A similaridade entre espécies da floresta manejada e as etnoespécies foi de 18%. A floresta
more » ... A floresta manejada oferece 51,4% das espécies nativas utilizadas pelos agricultores. O resgate destas informações etnobotânicas pode subsidiar futuras atividades de manejo florestal quanto ao critério de escolha das espécies para colheita, excluindo-se aquelas com potencial não madeireiro, por exemplo. Esta metodologia cria um modelo participativo de uso da floresta, que considera não apenas o mercado de madeira. Palavras-chave: etnobotânica, agricultura familiar, Amazônia. ABSTRACT In this study, we aimed to assess the use of plants by residents of the Santo Antônio Community, located in the Rural Settlements Moju I and II, BR 163 highway, in the Brazilian Amazon. Fifty-five ethnospecies were found: 67.3% native and 58.2% arboreal. The species diversity indices (H') were as follows: 2.83 for exotic species, 3.44 for native species, and 3.77 for the grouping. In connection with the logged forest surrounding the community area, 18% of native species were common to both samples (SO = 0.18), concluding that the SP represents a "local pharmacy" and provides 51.4% of the native species used in the community. Ethnobotany can support future forest management activities, mainly regarding the criterion for choice of species, except those with non-timber potential. This methodology creates a participatory model of forest use whose considerations go beyond the timber market.
doi:10.4322/floram.2013.044 fatcat:a2htfgzkejhlfnscewts6l2mom