Causalidade e Mal

Pio Fernando, Almeida De, Fleck
unpublished
Resumo: O artigo expõe brevemente a concepção tomista sobre a relação entre mal e causalidade em seus aspectos ontológico e teológico, ressaltando especialmente o realismo axiológico subjacente a esta concepção. Palavras-Chave: Mal. Causalidade. Deus. Introdução Se o mal é, para alguns céticos, o que, em última análise, explicaria psico-logicamente a origem do teísmo, é, ao mesmo tempo-e não somente para os céticos-, o que torna mais difícil a sua justificação. Levando esta dificuldade às
more » ... ificuldade às últimas conseqüências, alguns ateus sustentam que o teísmo, tendo surgido da ne-cessidade de pensar o sofrimento, como se pensa uma ferida, seria impensável diante do mal, como é impensável uma contradição. Deus, para eles, seria um pretenso remédio cuja existência a própria doença tornaria impossível. Uma estrutura conceitual que se ergue com o propósito de ser o veículo de uma ontologia teísta no sentido tradicional deve, portanto, enfrentar o pro-blema do mal. Historicamente, no pensamento ocidental, esta empresa foi iniciada-como, de resto, todas as empresas da teologia o foram-na Patrística, sobre fon-tes neoplatônicas, e, então, na Escolástica, aperfeiçoada e codificada com o acrés-cimo da herança aristotélica. Esquematicamente: Santo Agostinho (Enchiridion, XI; De civ. Dei, XI, 22; Conf. VII, 12) elaborou sobre Plotino (Enn., I, 8, 3); o Pseudo-Dionísio Areopagita (De div. nom., c. 4) sobre Proclo (De malorum subsistentia), e São Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 15, n. 2, p. 373-387, jul.-dez. 2005.
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