Quixote, andante poesia [thesis]

Gabriel Pedrosa
quixote andante poesia gabriel pedrosa quixote andante poesia tese apresentada à faculdade de arquitetura e urbanismo da universidade de são paulo para obtenção do título de doutor em arquitetura e urbanismo, área de concentração: projeto, espaço e cultura. orientador: prof dr luis antonio jorge são paulo, 2015 autorizo a reprodução e divulgação total ou parcial deste trabalho, por qualquer meio convencional ou eletrônico, para fins de estudo e pesquisa, desde que citada a fonte. email do
more » ... nte. email do autor: gpedrosap@gmail.com pedrosa, gabriel P372q quixote, andante poesia | gabriel pedrosa -são paulo, 2015, 215pp. tese (doutorado -área de concentração: projeto, espaço e cultura)fauusp. orientador: luis antonio jorge 1.literatura espanhola 2.dom quixote 3.derrida, jacques, 1930-2004 4.deleuze, gilles, 1925-1995 i.título CDu 860 * "desfuncionalizar a linguagem, desfuncionalizar a cultura, desfuncionalizar a vida," escrevi, naquela dissertação, retomando um comentário que a professora lucrécia ferrara fizera sobre minha pesquisa durante o exame de qualificação, que me soou como síntese do trabalho, e que, desde então, tomei como leitmotiv de minhas reflexões. 3 em desfuncional, especialmente em seu fim, surge o termo, sua grafia estranha, sua pretensão de constituir uma noção nova, sua filiação ao pensamento da desconstrução, e, sobretudo, a necessidade de seguir na construção de novos sentidos com este novo termo. desfuncionalizar, com e, para diferir do disfuncionalizar que seria formado de disfuncional, do mau funcionamento, de um funcional apenas negado ou impossibilitado, por erro, desvio, acidente. o desfuncional se caracteriza, a princípio, por não se limitar à negação simples, ao descartado como não funcional. não existe, desta forma, em função do funcional, pois não se trata de uma noção secundária, negativa, de um efeito do funcional, da funcionalização ou do funcionalismo (ainda que seu nome destaque a função e o funcional, por uma questão de contexto, pela importância de tais termos em nossa cultura e pela necessidade de a tarefa teórica da construção desta noção passar pela crítica do funcional). não se trata, pois, de uma alternativa (que, aliás, seria perfeitamente funcionalista) entre o mesmo e o outro, um mesmo e um outro positivamente definidos e estáveis. não se trata de, aos modelos escatológicos, teleológicos, de nossa razão utilitária e finalista, opor o desfuncional como um novo modelo, com regras e estruturas e 3 e não se impute à professora lucrécia ferrara qualquer dos desvarios que seguirão. todo o trabalho é uma leitura-escritura livre de sua frase, e a partir dela. em alguns pontos, talvez, já distante do pensamento de sua autora. desfuncional. são paulo, fauusp, 2010, p110. 7 wittgenstein, para quem "o que caracteriza o nome é, justamente, que ele seja explicado mediante o ostensivo 'isto é n'," afirma que "dar nome a algo é semelhante a afixar uma etiqueta em uma coisa." WittGenstein, ludwig. investigações filosóficas. petrópolis, vozes, 1996, pp36, 22. aristÓteLes. ética a nicomaco, pp49/50.
doi:10.11606/t.16.2015.tde-11092015-094810 fatcat:uvhriy62sjfunibry3enqie7bq