Panorama dos acidentes de transporte terrestre no Brasil: das internações às sequelas e ao óbito: uma contribuição para a sua vigilância [thesis]

Silvânia Suely Caribé de Araújo Andrade
DEDICATÓRIA Dedico esta tese à amizade. Essa brisa fresca que Deus nos sopra no rosto para que continuemos na jornada, para que quando apareça a vontade de desistir a gente consiga prosseguir... Obrigada a todos os amigos que estiveram comigo neste desafio chamado doutorado. Obrigada pelos risos, pelas lágrimas, pelos estudos, pelo aprendizado e pelos empurrões... Sem vocês, dificilmente seria possível esta conquista! AGRADECIMENTOS A ti, Jesus Cristo, força minha de cada dia, esperança além
more » ... , esperança além deste mundo. Obrigada por ser quem és, Salvador em todas as horas e amigo mais chegado! À minha orientadora, professora Maria Helena, pela oportunidade, pelo aprendizado e pelo incentivo nos momentos mais difíceis. Muito obrigada! Aos meus pais que sempre me inspiraram e me apoiaram no estudo e na vida! Essa conquista é de vocês! Aos meus irmãos: Aline, Karla e Maurício. Vocês acrescentam mais vida e determinação aos meus dias! À minha família Caribé, sobrinhos, primos e tios pelas orações, pelo apoio eterno. Amo vocês! Família Grave, vocês estão incluídos aqui também! Ao meu esposo Fabinho pelos momentos de amor e carinho e pelo nosso maior bem: Maria Antônia. Obrigada por estar comigo na aventura de ser família! À Maria Antônia, meu amor. Você é a expressão do amor de Deus em minha vida, você e seus irmãos que virão. Aos funcionários da FSP/USP pela cordialidade e presteza! À Ângela Andrade, Renilda e Dalva, secretárias dedicadas que além do trabalho, nos recebiam com sorrisos e sempre foram prestativas. À querida Dona Miriam, por ser uma conselheira e amiga! Aos professores da FSP/USP pelos preciosos ensinamentos, em especial, os queridos professores Maria do Rosário Latorre, Cássia Buchalla, Eliseu Waldman e Gizelton Alencar, Nilza Nunes, Francisco Chiaravalloti, Zé Maria e Regininha Cardoso. Aos monitores que com paciência e carinho estabeleceram laços de aprendizado e respeito mútuo: Fernanda Michels e Thiago Alexandre. Aos grandes amigos, mais que colegas da FSP/USP: Márcio (querido), Kléber, Lúcia Lemos. Com vocês, é sempre fantástica a jornada! Aos colegas da pós-graduação pelo aprendizado, risadas e lágrimas! Aos amigos do Ministério da Saúde e em especial da CGDANT e do EPISUS: Muito obrigada! Gisele, Kátia, Patrícia, Jéssica (e suas ligações), Eneida, Roberta, Fernanda, Miucha, Franciel, vocês são maravilhosos! À equipe de crônicas/ MS (Maria Aline e Taís): Vocês são os meus anjos! À Dra. Deborah Malta, que compreendeu este momento e me possibilitou sempre estímulo e experiências de crescimento sem igual. Te admiro muito! Aos amigos mais chegados que irmãos: Catita, Márcia Tauil (Inestimável!), Gilmara Nascimento, João Guedes, Suely Kfouri, Fábio Melo, Simônio Rosal, Aninha Cruz, Danielle Brasileiro, Qircia, Lígia Santana, Jorginho... A vida sempre nos surpreende com amor!! Aos amigos amados que estão comigo no processo da vida: Amanda Cabral, Patrícia Marques, Vitinho, Naíza, Renatinha, Felipinho, Noely, André Peres, Higor, Nilton César e tantos outros amados... Obrigada! Aos irmãos em Cristo pelas orações e apoio espiritual! À cidade de São Paulo por ter sido minha morada amada em um período curto, mas marcante! Aos amigos que São Paulo me deu, muito obrigada! Aos tops desse processo de doutorado: Sheila Rizzato, Lenildo de Moura e Max Moura. Sem palavras para agradecer... É muito amor envolvido! Muito obrigada! EPÍGRAFE "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." Bíblia Sagrada, João 3.16 RESUMO ANDRADE SSCA. Panorama dos acidentes de transporte terrestre no Brasil: das internações, às sequelas e ao óbito -uma contribuição para à sua vigilância. São Paulo, 2015. Introdução: Os acidentes de transporte terrestre (ATT) são responsáveis por milhares de óbitos e lesões em todo o mundo. Muitas dessas lesões resultam em sequelas que comprometem a capacidade funcional das vítimas desses agravos. As internações e as sequelas representam importante impacto nos serviços de saúde e na sociedade. Entretanto, não é conhecida a prevalência das sequelas decorrentes de ATT e nem os fatores associados às mesmas. Em 2010, a Organização das Nações Unidas estabeleceu o período de 2011 a 2020 como a "Década de Segurança Viária", com a meta de estabilizar ou reduzir as mortes decorrentes de ATT nos países membros. Objetivo: Descrever um panorama sobre os ATT ocorridos no Brasil, caracterizando as internações, as sequelas e os óbitos por esta causa, com vistas a contribuir para a vigilância destes agravos. Métodos: Foram realizados quatro estudos: a) estimativa do tempo de permanência e dos gastos das internações em 2013 e análise da morbidade hospitalar no triênio 2011-2013; b) uma revisão sistemática nas bases de dados eletrônicas sobre prevalência de sequelas; c) ecológico de série temporal sobre as internações por ATT com diagnóstico sugestivo de sequelas físicas de 2000 a 2013; e d) descritivo sobre mortalidade por ATT em 2013 e estimativa dos anos potenciais de vida perdidos. Resultados: Ocorreram, em 2013, 170.805 internações por ATT, maior no sexo masculino, na faixa etária de 20 a 39 anos, entre os motociclistas e nas regiões Centro-Oeste e Nordeste. Os gastos em 2013 foram de R$ 231.469.333,13, com 1.072.557 dias de permanência e média de 6,3 dias. As taxas de internação por ATT foram 77,8 (2011), 79,9 (2012) e 85,0 (2013) internações/100 mil habitantes. Foram incluídos quatro artigos na revisão sistemática. A prevalência de sequelas decorrentes do ATT variou de 19% em Yorkshire/Inglaterra a 49,5% em Teresina/Piauí. As referências analisadas não apresentaram caracterização do perfil epidemiológico das vítimas com sequelas por ATT. De 2000 a 2013, ocorreram 1.747.191 internações por ATT. Destas 410.448 pessoas (23,5%) apresentaram diagnóstico sugestivo de sequelas físicas, sendo a maioria do sexo masculino, da faixa etária de 20 a 29 anos, residentes na Região Sudeste, pedestres e motociclistas. A tendência foi de aumento nas internações por ATT com diagnóstico sugestivo de sequela "certeza" no sexo masculino e nas regiões Norte e Centro-Oeste. A taxa de mortalidade em 2013 foi de 21,0 óbitos por 100 mil habitantes para o país. A região Centro-oeste apresentou a taxa mais elevada (29,9 óbitos por 100 mil habitantes). A maioria dos óbitos por ATT foi observada no sexo masculino, na raça/cor da pele negra, nos adultos jovens, em indivíduos com baixa escolaridade e entre motociclistas. A taxa de mortalidade no triênio 2011 a 2013 reduziu 4,1%, mas aumentou entre os motociclistas. Em todo o país, mais de um milhão de anos potenciais de vida foram perdidos em 2013 devido aos ATT, especialmente na faixa etária de 20 a 29 anos. Conclusão: O Brasil ainda precisa avançar na temática que envolve os ATT, desde a sua prevenção à reabilitação de suas vítimas. Ressalta-se que para o alcance da meta da Década de Ação para Segurança Viária é necessário que as iniciativas deixem de ser pontuais e sigam para além do setor saúde, pois requerem atuações intersetoriais priorizadas no plano de governo e na agenda da sociedade. Descritores : acidente de transporte, causas externas, morbidade, mortalidade, sequelas. ABSTRACT ANDRADE SSCA. A perspective on traffic accidents in Brazil: from hospitalizations and sequelae to death -a contribution to their surveillance. São Paulo, 2015. [PhD. thesis
doi:10.11606/t.6.2015.tde-21092015-131123 fatcat:fjr5sur2une6vlooqapeo6flxa