Análise comparativa de diágnósticos do meio físico para uso em Unidades de Conservação [thesis]

Lucas Gonzaga Santos
Dedico este trabalho a Giovana, minha esposa, com gratidão por seu apoio, compreensão e presença ao longo do período de elaboração deste trabalho. AGRADECIMENTOS À Giovana, pela compreensão, amor, cuidado e tempo; Aos meus pais, Telmo e Telma, por todo o suporte durante essa caminhada; À minha irmã Larissa, pelas auxílio nas revisões e vetorizações; À Prof.ª Drª Sidneide pelos cafés, e pela orientação; Ao Dr. Márcio Rossi, pela colaboração durante a pesquisa, e pela prestatividade que sempre
more » ... idade que sempre apresentou; Ao Dr. Marcos Roberto, pelos comentários e sugestões realizadas no exame de qualificação; Ao Dr. Alexsander Zamorano pela disposição e auxílio durante o trabalho de campo; À Marina Kanashiro, pesquisadora do Instituto Florestal pelas discussões referentes ao trabalho; Aos colegas Vítor Hirokado e Msc. Cláudio Andreotti, pela ajuda e companhia no campo; Aos amigos Artur, Augusto e Geovane, por sempre arranjar um colchão para eu dormir em São Paulo; Aos funcionários do PEJy, por todo auxílio durante o trabalho de campo; À Deus, pela vida, salvação, misericórdia e oportunidade. RESUMO SANTOS, Lucas Gonzaga. Análise comparativa de diagnósticos do meio físico para uso em Unidades de Conservação. 2019. 103 f. Dissertação (Mestrado) -Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019. O planejamento e a gestão de uma Unidade de Conservação (UC) é um grande desafio, pois deve agregar fins distintos e conflitantes. Por isso o planejamento dessas áreas demanda estudos de diversos aspectos da paisagem, entre eles o meio físico. Este trabalho apresenta um estudo comparativo de três propostas de diagnósticos do meio físico, com fins de subsídio ao planejamento ambiental pautado em lógicas distintas, a fim de verificar se existe alguma proposta adequada para as demandas de uma UC. Essas metodologias foram reproduzidas no Parque Estadual do Juquery (PEJy), após um estudo integrado da paisagem, que abordou aspectos geológicos, geomorfológicos, pedológicos, climáticos e vegetacionais. Conforme o Sistema de Capacidade de Uso, a área não apresenta uma grande capacidade de uso das terras, pois possui limitações relacionadas principalmente aos solos (profundidade efetiva, hidromorfismo e textura binária) e à declividade; e as terras aptas para um uso mais intensivo necessitam do emprego de práticas complexas de conservação. A Fragilidade Ambiental identificou o predomínio das classes de Média e Forte vulnerabilidade a processos morfodinâmicos. As planícies fluviais são as áreas mais frágeis, assim como a porção central do PEJy, que apresenta a declives mais acentuados. Os terrenos situados ao norte da UC são as áreas menos frágeis, pois apresentam relevo suave ondulado e solos mais desenvolvidos. Do ponto de vista da ecodinâmica, constatou-se que aproximadamente 15% do PEJy está em situação de instabilidade. A cobertura vegetal exerce um papel fundamental no controle da erosão na área, protegendo os solos. A proposta de Capacidade de Sustentação à Biodiversidade identificou 7 unidades na área de estudo. As classes com maior potencial de suportar a biota caracterizam-se pela maior profundidade efetiva e pela disponibilidade hídrica no sistema. A baixa profundidade, a suscetibilidade a processos morfodinâmicos e a declividade acentuada mostraram-se como fatores limitantes. A comparação entre as metodologias mostrou que nenhuma delas é suficiente, em si só, para o planejamento de UCs, mas trazem ferramentas e conceitos importantes a serem adaptados e aplicados, como a capacidade de uso máxima, a distinção das unidades pela ecodinâmica atual, e o reconhecimento da paisagem de forma funcional. Palavras-chave: Meio físico. Paisagem. Unidade de conservação. Planejamento ambiental. Parque Estadual do Juquery. ABSTRACT SANTOS, Lucas Gonzaga. Comparative analysis of the physical environment diagnoses for use in Conservation Units. 2019. 103 f. Dissertação (Mestrado) -Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019. The planning and management of a Conservation Unit is a big challenge, since it should aggregate different and conflicting purposes. Therefore, the planning of these areas requires studies of several aspects of the landscape, including the physical environment. With that in mind, this work presents a comparative study of three proposals for diagnoses of the physical environment with the goal of subsidizing environmental planning based on different logics in order to verify if there is any adequate proposal for the demands of a Conservation Unit. These methodologies were reproduced in the Juquery State Park after an integrated study of the landscape, which addressed geological, geomorphological, pedological, climatic and vegetative aspects. According to the Land-capability classification, the area does not present a great capacity of land use, because of its limitations related mainly to soil (effective depth, hydromorphism and binary texture) and slope; and the lands suitable for more intensive use require complex conservation practices. Environmental Fragility has identified the predominance of medium and strong fragility over morphodynamic processes. The river plains are the most fragile areas, as well as the central portion of PEJy which has the steepest slope. The land situated to the north of the UC is the least fragile areas, as it has gentle slope and more developed soils. From Ecodynamics point of view, it was found that approximately 15% of PEJy is in a situation of instability. The vegetation cover plays a fundamental role in erosion control, protecting the soils. The Biodiversity Sustaining Capacity proposal identified 7 units in the PEJy. The classes with the greatest potential to support biota are characterized by effective depth and water availability in the system. The low depth, susceptibility to morphodynamic processes and steep slope were shown as limiting factors. The comparison between the methodologies showed that none of them is sufficient in itself for the planning of Conservation Units, but they bring important tools and concepts to be adapted and applied, such as the capacity of maximum use, the distinction of the units by the current ecodynamics, and the recognition of the landscape in a functional way.
doi:10.11606/d.8.2020.tde-04032020-155055 fatcat:knsise2spbaf7nfevpzdm3nqkq