Age estimation in giant otters (Pteronura brasiliensis) (Carnivora: Mustelidae) using growth layer groups in canine teeth

G. C. Oliveira, J. F. M. Barcellos, F. C. W. Rosas
2007 Latin American Journal of Aquatic Mammals  
The canines of six giant otters Pteronura brasiliensis (5 males and 1 female) from the zoological collection of the National Institute of Amazonian Research (INPA) were analyzed for age estimation. Of these, two were from known-age individuals of 2 and 5 years. Ages were read counting the Growth Layer Groups (GLGs) observed in thin sections (30μm) of decalcified teeth. GLGs were present in the dentine but were not conspicuous; age estimates were only reliable when counted in the cementum.
more » ... the cementum. Periodicity of GLGs and age estimates were calibrated with the known-age individuals. Results revealed an annual deposition pattern of GLGs in the cementum of giant otter canines, and no apparent differences were found in the GLG patterns observed between males and females, or between captive and free-ranging individuals. The youngest and oldest giant otters analyzed were 2 and 20 years old, respectively. These results suggest that the longevity of captive giant otters is around 20 years. The age determination technique applied here proved to be useful for age estimation in giant otters and can contribute as a powerful tool for future studies on the population dynamics of P. brasiliensis, which is currently classified as endangered. RESUMO: Dentes caninos de cinco machos e uma fêmea de ariranha depositados na Coleção de Mamíferos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia foram analisados para estimativa de idade nesta espécie. Desses, dois eram animais de idade conhecida, com idades de 2 e 5 anos. As idades foram lidas contando-se o número de camadas de crescimento (GLGs) observadas em secções finas (30μm) de dentes. Embora se observem GLGs na dentina, essas não são conspícuas. Estimativas confiáveis de idade puderam ser feitas somente no cimento. O padrão de deposição dos GLGs e as idades estimadas no cimento dos caninos de ariranha foram calibrados com os animais de idade conhecida e os resultados revelaram um padrão de deposição de um GLG por ano. Não foram encontradas diferenças no padrão de deposição dos GLGs entre machos e fêmeas e tampouco entre animais cativos e de vida livre. A mais jovem e a mais velha das ariranhas analisadas nesse estudo tinham 2 e 20 anos, respectivamente. Esses resultados sugerem que a longevidade de ariranhas cativas está próxima dos 20 anos de vida. A técnica de determinação de idade aqui utilizada revelou ser útil para estimativa de idade em ariranhas e pode contribuir como uma valiosa ferramenta para futuros estudos de dinâmica populacional dessa espécie ameaçada de extinção.
doi:10.5597/lajam00120 fatcat:iphtbrcnpfcd3ozuswvp555al4