A lua cheia quer se banhar no rio

José Alexandre Gomes Marino
1980 Revista Literária do Corpo Discente da Universidade Federal de Minas Gerais  
Ao povo de Groaíras, Ceará todo dia o sol morre vermelho de sede no leito seco do Rio Groaíras e se sepulta entre as carnaúbas todo dia os homens plantam a esperança às margens da poeira do rio e tentam desenterrar de suas cacimbas algo além da fome e da fé todo dia os homens levantam o rosto para o céu e tentam encontrar algo mais que nuvens de chuva ou a lua cheia 67
doi:10.17851/0103-5878.15.15.67-68 fatcat:3tdw6xj5mnefrddybqz2f5ucii