Gender and emotion in exile: Evelyn Scott's brazilian experience

Maria das Graças Salgado
2019 Revista Diadorim  
In late 1913, the American writer Evelyn Scott eloped with Cyril Kay-Scott, a well-known physician who was, then, married, father of four, and more than twice her senior. Without passports, taking with them very little money, the couple fled first from New Orleans to New York, then to London, finally to Brazil, where they eventually faced poverty, starvation, and almost complete isolation in the backlands of Bahia. Using concepts derived from Critical Discourse Analysis, Anthropology of
more » ... ropology of Emotions, Gender Studies, and Exile Studies, this work aims to examine issues of gender and emotion in Evelyn Scott's autobiographical account of her Brazilian self-imposed exile which extended from 1914 to 1919. The analysis is based on her autobiography Escapade (1923) and on part of Cyril Kay-Scott's Life is too short (1943). Results indicate that, although the couple suffered a great deal in exile, the experience proved to be particularly painful for Evelyn Scott, who did not speak a word of Portuguese. Besides, she was pregnant and had to go through a difficult childbirth in the outskirts of the city of Natal. The entire context contributed to make gender and emotion crucial aspects for Evelyn Scott's experience both as a woman and as a writer. RESUMO No final de 1913, a escritora americana Evelyn Scott fugiu com Cyril Kay-Scott, um renomado médico que, à época, era casado, pai de quatro filhos e tinha mais que o dobro da idade dela. Sem passaportes, levando muito pouco dinheiro no bolso, o casal, primeiro fugiu de Nova Orleans para Nova York, em seguida, para Londres e, finalmente, para o Brasil, onde acabaram enfrentando pobreza, fome e isolamento no sertão da Bahia. Usando conceitos emprestados da Análise Crítica do Discurso, da Antropologia das Emoções, dos estudos de gênero e dos estudos sobre exílio, este trabalho objetiva examinar questões de gênero e de emoção no relato autobiográfico de Evelyn Scott sobre seu auto-imposto exílio brasileiro, que se estendeu de 1914 a 1919. A análise tem como base a autobiografia da autora intitulada Escapade (1923) e parte da autobiografia de Cyril Kay-Scott, Life is too short (1943). Resultados indicam que, embora o casal tenha sofrido muito no exílio, a experiência se mostrou particularmente dolorosa para Evelyn Scott, que não falava uma palavra do português. Além disso, ela estava grávida e teve que enfrentar um parto difícil na periferia da cidade de Natal. Esse contexto como um todo contribuiu para fazer com que gênero e emoção se tornassem aspectos cruciais para a experiência de Evelyn Scott, tanto como mulher quanto como escritora.
doi:10.35520/diadorim.2019.v21nespa26101 fatcat:d6svrbsqzncybd6satqmbkwi7e