ABOUT PAINTS AND THEIR POWER: WHEN DISSIMILARITY CHANGES THE COURSE OF REPRESENTATION SOBRE O PODER DA IMAGEM PLÁSTICA: QUANDO A DESSEMELHANÇA MUDA OS RUMOS DA REPRESENTAÇÃO

Jefferson Voss, Santos
unpublished
Resumo: Trilhando os percursos analíticos vivenciados pela Análise de Discurso francesa e seus desdobramentos a partir do método arqueológico de Michel Foucault, o texto que segue procura argumentar a favor da eficácia da imagem plástica em corroborar na ruptura ou permanência da memória social a partir dos elementos linguísticos que integra e de sua função/disfunção analógica. Para tanto, recuperaremos a problemática foucaultiana da representação em seus níveis de semelhança e similitude e,
more » ... fim, analisaremos um texto imagético a fim de demonstrar esse funcionamento discursivo. Os resultados mostram que a imagem plástica pode suscitar nuances de dessemelhança e produzir sentidos que vão além dos efeitos resultantes pela relação analógica entre representação e realidade. Palavras-chave: imagem plástica, memória social, representação, prática discursiva. Abstract: Crossing the analytical ways lived by French Discourse Analysis and its developments together to the archeological method by Michel Foucault, this paper aims to argue for the paint's efficiency to turn the social memory different or to keep it the same as before. In order to carry this purpose out, we will discuss the problem already analyzed by Foucault about representation and its levels of likeness and similarity and, finally, we will analyze a picture to demonstrate this discursive functioning. The results reveal that paints can cause marks of unlikeness and generate meanings beyond the analogical relation between representation and reality. Introdução A pintura está sem dúvida aí, nesse ponto onde vem se cortar na vertical um pensamento que está sob o modo da semelhança e das coisas que estão nas relações de similitude. (FOUCAULT) Se Deus criou o homem a sua imagem e semelhança, é a partir dessa semelhança que nos figuramos cópias cada vez mais fracas do próprio Deus, reiterando continuadamente os traços que nos permitem humanos, como
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