Manejo químico de Pilea microphylla em mudas de orquídeas

Jeferson Klein, André Gustavo Battistus, Vandir Hoffmann, Neumárcio Vilanova Da Costa, Débora Kestring, Lucas Guilherme Bulegon, Vandeir Francisco Guimarães
2015 Revista Brasileira de Herbicidas  
Espécies da família Orchidaceae são produzidas em larga escala para comercialização de suas flores. Entretanto, devido ao seu lento desenvolvimento, o substrato fica sujeito à infestação de plantas daninhas, como a brilhantina (Pilea microphylla). Assim, objetivou-se avaliar a seletividade de herbicidas à mudas de orquídeas do gênero Rhynchostylis ([Rhynchostylis gigantea Alba x Rhynchostylis gigantea] X Rhynchostylis gigantea Semi-Alba) e controle de P. microphylla. Adotou-se delineamento
more » ... e delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições por tratamento. Os herbicidas estudados foram: oxyfluorfen (0, 120, 240 e 480 g ha<sup>-1</sup> i.a.), flumioxazin (0, 12,5, 25 e 40 g ha<sup>-1</sup> i.a.), nicosulfuron (0, 20, 40 e 80 g ha<sup>-1</sup> i.a.) e mesotrione (0, 96, 144 e 192 g ha<sup>-1</sup> i.a.), com uma testemunha sem aplicação para cada molécula. Na ocasião da pulverização as plantas de orquídea apresentavam quatro folhas e 5 cm de altura, enquanto que a P. microphylla possuía 10 cm de altura. O nicosulfuron não controlou P. microphylla, enquanto o oxyfluorfen e o flumioxazin apresentaram eficiência de controle superior a 90% a partir dos 14 dias após a aplicação (DAA). A mesotrione demonstrou baixa capacidade de controle da infestante, atingindo em torno de 35% de eficiência aos 49 DAA. Todos os herbicidas foram seletivos às mudas do híbrido de Rhynchostylis. As moléculas oxyfluorfen e flumioxazin foram eficientes no controle da P. microphylla nos intervalos de doses testados.
doi:10.7824/rbh.v14i1.304 fatcat:42y4lffwsbhsdicowtnehoo4ky