Lamprófiros alcalinos do arquipélago de Fernando de Noronha

V. Maríngolo, M.N.C. Ulbrich
1992 Boletim IG-USP Publicação Especial  
Na ilha principal do Arquipélago de Fernando de Noronha ocorrem numerosos diques de rochas ultrabásicas integrando a grande variedade de rochas vulcânicas-subvulcânicas que compõem a Formação Remédios, o mi'lis antigo evento magmático exposto (ALMEIDA, 1955; DNPM, Monografia XIII). o estudo petrográflco de 38 lâminas dessas rochas mostrou que várias delas são tfpicos lamprófiros, constantes das descrições de ALMEIDA (1955), representando todas as variedades de lamprófiros alcalinos conhecidas.
more » ... alinos conhecidas. As rochas possuem texturas porfirfticas-glomeroporflrfticas com teores variáveis de oIMna parcial ou totalmente alterada, titanoaugita -com núcleos ou zonas de soda augita-egirina augita de cor verde e pleocrofsmo fraco -e anfibólio kersutftico. Na matriz ocorrem os mesmos minerais, exceto oIMna, junto com grãos opacos, apatita em quantidades acessórias, rara biotita, vidro Intersticial e/ou minerais félsicos; os últimos, em rochas com vidro, podem faltar ou ser muito escassos, Os minerais félsicos estão confinados à matriz das rochas, exceto os feldspatóides do grupo da sodalita (haüyna, noseana) que, quando presentes, podem ocorrer ora como fenocristais, ora unicamente na matriz. Os minerais máficos da matriz são idiomórficos, mas os fenocristais podem aparecer reabsorvidos, principalmente a olivlna. São comuns as estruturas globulares contendo carbonatos e/ou ze61itas, às vezes clorita e até sOica micro/criptocristalina. A classificação recente da IUGS identifica os lamprófiros alcalinos utilizando o tipo e as proporções relativas dos minerais félsicos e/ou do vidro presentes na matriz. Estes critérios
doi:10.11606/issn.2317-8078.v0i12p77-78 fatcat:cypb2k3vifb6xb6l6rnd5lwslq