Tratamento conservador de um cisto odontogênico – relato de caso

Leandro Calcagno Reinhardt
2017 Full Dentistry in Science  
A prevalência de cistos e tumores relacionados aos terceiros molares retidos desperta preocupação uma vez que apresentam crescimento lento e assintomático e apesar de seu comportamento biológico benigno, podem atingir um tamanho considerável, se não diagnosticados a tempo e tratados adequadamente, podendo causar expansão da cortical óssea, deformação facial, deslocamento de dentes e/ou estruturas adjacentes, parestesia e desconforto. O correto diagnóstico por meio de exames complementares de
more » ... omplementares de imagem, assim como conhecimento prévio das características dos cistos odontogênicos serão essenciais e determinarão o manejo clínico. Portanto, este trabalho teve por objetivo relatar um caso, em que foi realizada a remoção de um cisto em região posterior de mandíbula por meio de tratamento conservador. Paciente JPRVR, 13 anos de idade, sexo masculino, durante consu lta e análise de Rx panorâmico solicitado para fins ortodônticos, foi observado um aumento volumétrico e extensa área hipodensa envolvendo os elementos 47 e 48 retidos. Na Tomografia Computadorizada, pode-se observar que a lesão estava em íntimo contato com o canal mandibular e havia abaulamento cortical. O planejamento consistiu na manutenção do elemento 47, extração do 48 e enucleação do cisto. O procedimento cirúrgico consistiu na extração do elemento 48 e uma janela óssea de acesso ao cisto foi confeccionada, sendo realizada a enucleação por meio de curetagem. O elemento 47 teve sua cúspide disto-lingual perfurada por onde foi introduzido fio ortodôntico para posterior tracionamento. Como hipóteses diagnósticas iniciais, foram levantadas as possibilidades de tumor odontogênico queratocístico, ameloblastoma unicístico e cisto dentígero. O material obtido através da abertura da janela óssea da cavidade cística foi enviado para o exame histopatológico. A técnica empregada foi eficaz para a remoção do cisto e preservação do rebordo alveolar.
doi:10.24077/2017;830-01382345 fatcat:4ukywvp6q5ekljgssphe5gwx3u