Compreensão da linguagem química simbólica por alunos de ensino médio

Weliton Batiston, Camila Fontes, Neves Da Silva, Maria Kiouranis
unpublished
Palavras-Chave: Simbologia, análise qualitativa. Resumo: A ênfase dada às representações químicas no processo de ensino e aprendizagem pode levar a associações e memorizações pelos alunos, sem a compreensão do verdadeiro significado que os símbolos apresentam no contexto estudado. Com base nessa problemática realizamos uma pesquisa de cunho qualitativo abordando representações de vários símbolos comumente utilizados no ensino de química. A compreensão de alunos do terceiro ano do ensino médio
more » ... o do ensino médio acerca da linguagem química expressa em algumas simbologias se configurou objeto de estudo. Os resultados evidenciam alguma familiaridade dos alunos com símbolos, fórmulas e outras representações. No entanto, confundem alguns símbolos como: Na + , O 2(g) , H 2 O (s) e não compreendem algumas representações fundamentais para a compreensão da linguagem química, como: concentração, sentido de uma reação química, potencial de oxidação, seta de equilíbrio químico e modelo atômico. INTRODUÇÃO Tendo em vista que o conhecimento científico é formado por um conjunto de estudos teóricos e experimentais sobre um dado assunto, o químico estabeleceu um caminho próprio entre as ciências enfrentando dificuldade de interpretação e descrição dos fenômenos de transformação da matéria, o que levou à criação de uma linguagem própria para interpretação e compreensão dos conhecimentos químicos. (Silva, et al., 2008). Em tempos remotos, a linguagem química já era utilizada pelos alquimistas para comunicarem e expressarem suas descobertas, as quais na maioria das vezes eram resultados de investigações experimentais. Contudo, os antigos pesquisadores das várias partes do mundo possuíam uma linguagem local e compreendida por grupos de estudiosos específicos. Dessa forma, tal linguagem era incompreendida por outros grupos, surgindo, portanto a necessidade de uma unificação da linguagem com intuito de facilitar a comunicação de todos. Segundo Sutton, et. al. (2003), Silva e Roque (2008) a padronização de uma linguagem consistia de grande dificuldade, a exemplo disso, o ácido acético chegou a ter dezenove representações em determinada época e a água podia ser escrita de diferentes formas como: HO, H 2 O ou OH. No decorrer dos anos, com o surgimento de novas descobertas a unificação da linguagem científica para comunicação no meio acadêmico tornou-se uma ferramenta fundamental e essencial para o desenvolvimento da ciência. Muitos cientistas e, dentre estes, os químicos, começaram a elaborar maneiras para estabelecer uma fácil comunicação que descrevesse relatos experimentais, fenômenos naturais, elementos químicas (Galagovsky et. al., 1998). Em 1865 A. W. Hoffmann apresentou modelos moleculares confeccionados com bolas e madeira, salientando a importância da representação de estruturas microscópicas, entretanto, em duas dimensões, com a descoberta de Pasteur do desvio do plano da luz polarizada provocadas pelos ácidos tartáricos, em conjunto com a ideia de van't Hoff e Le Bell da configuração tetraédrica do átomo de carbono, o modelo atômico passa a ser representado pela terceira dimensão. De modo que essas
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